Estudo explica a formação do misterioso raio globular

Estudo explica a formação do misterioso raio globular

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O mistério do surgimento de raios globulares, popularmente conhecido como "bolas de raio", parece ter ganhado um novo episódio nos estudos que buscam descobrir suas origens, veracidade e constituição. Durante muito tempo, o fenômeno atmosférico passou a ser considerado apenas uma espécie de lenda urbana até mesmo em meio a cientistas, mas tudo indica que a nova teoria apresentada por cientistas do CSIRO e da Universidade Nacional da Austrália deve trazer maior consistência ao raro evento.

The Birth of Ball Lightning ("O Nascimento da Bola de Raio", em tradução livre) é o estudo publicado no Journal of Geophysical Research Atmospheres e liderado por John Lowke, do CSIRO, e reforça o surgimento do fenômeno elétrico através de teoria matemática, diferenciando de propostas anteriores que justificavam o surgimento da esféra por meio de conceitos como a oxidação do silício vaporizado, proposto pelo pesquisador brasileiro Gerson Paiva, da Universidade Federal de Pernambuco, ou de animatéria, matéria escura, entre outros.

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(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

"Uma prova crucial de qualquer teoria da 'bola de raio' seria se a teoria pudesse ser usada para fazer uma 'bola de raio'. Este é o primeiro artigo que dá uma solução matemática explicando o nascimento, ou o início do raio globular", explica Lowke em seu trabalho, que consiste na busca de explicações que justifiquem a permeabilidade da esfera elétrica ao passar através do vidro.

A proposta trata sobre o acúmulo de íons densos em uma massa "visível" e concentrada, formada após o contato do raio com a superfície, e a consequente excitação das moléculas de ar próximas impulsionada pelo campo elétrico resultante no outro lado do vidro, permitindo a condução e o movimento do fenômeno, atraído por um campo elétrico de cerca de um milhão de volts.

O cientista, limitando seu espaço amostral para casas e aviões, reforçou suas teorias com entrevistas de testemunhas que chegaram a presenciar, por um pequeno intervalo de tempo, a formação de estranhos fenômenos eletrostáticos, como foi o caso do ex-tenente da Força Aérea dos Estados Unidos, Don Smith, que relatou ter visto, durante seu voo, "o azul da eletricidade", muito semelhante a "chifres de touro", segundo comparação do entrevistado.

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