Primeiro teste CRISPR para detectar coronavírus é aprovado nos EUA

Primeiro teste CRISPR para detectar coronavírus é aprovado nos EUA

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A agência federal norte-americana Food and Drug Administration (FDA) concedeu permissão para uso emergencial de um novo teste para detectar o coronavírus. Por meio da técnica de Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas – ou CRISPR –, a metodologia se baseia na edição do genoma analisado e permitirá expandir a quantidade de diagnósticos realizados no país.

Segundo a ONG The COVID Tracking Project, cerca de 250 mil testes já são aplicados por lá diariamente, mas existem locais nos quais foi constatada a falta de equipamentos para uma identificação mais ampla de pessoas contaminadas. Com essa medida, laboratórios certificados poderão fornecer resultados com eficiência e agilidade.

Novidade promete ampliar o número de testes aplicados nos EUA e agilizar o processo.Novidade promete ampliar o número de testes aplicados nos EUA e agilizar o processo.

A companhia por trás dos kits é a Sherlock Biosciences, uma empresa de biotecnologia sediada em Cambridge. Basicamente, os dispositivos permitem detectar determinadas sequências genéticas para visualizar fragmentos do SARS-CoV-2. Essas sequências são obtidas a partir de fluidos fornecidos pelo paciente por meio de cotonetes ou mesmo coletados do nariz, boca, garganta ou pulmão. Com a presença do vírus, um brilho fluorescente é gerado em cerca de uma hora, de acordo com a empresa.

Planos ambiciosos – e complicados

Outras instituições também começaram a desenvolver soluções do tipo para ampliar a capacidade de aplicação da técnica – buscando resultados ainda mais eficazes que podem bater a marca dos 40 minutos. Entretanto, Rahul Dhanda, chefe executivo da Sherlock, é ainda mais ambicioso, afirmando que a meta deles é criar um teste que não precise ser submetido a processamento laboratorial e possa ser feito em casa. A novidade, claro, passaria por uma nova série de validações dos órgãos fiscais.

O desafio não é simples: das 60 autorizações emitidas desde abril em caráter emergencial para diagnósticos do coronavírus, nem uma sequer permitiu técnicas autônomas, realizadas somente em domicílio. Ainda assim, o mesmo time responsável pela aplicação da metodologia CRISPR já mostrou habilidade e provou ser possível detectar baixos níveis de vírus Zika e daqueles que causam a dengue em 2017 – o que pode ajudar em processos futuros.

“O mais importante é que as pessoas sigam as recomendações de distanciamento social: limitem a exposição a outros indivíduos, mantenham-se saudáveis e avisem ao próximo quando não estiverem bem”, aconselha Dhanda. “Temos de acreditar que todos farão a coisa certa. Vi a comunidade da Sherlock se mobilizar imediatamente e com urgência para combater a crise, colaborando em vez de competindo”.

Rahul Dhanda, chefe executivo da Sherlock Biosciences.Rahul Dhanda, chefe executivo da Sherlock Biosciences.

Nos Estados Unidos, foram registrados mais de 1,3 milhão de casos de covid-19 e mais de 78 mil mortes.

Primeiro teste CRISPR para detectar coronavírus é aprovado nos EUA via TecMundo

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