Aplicativo ajuda pesquisadores a prever coronavírus

Aplicativo ajuda pesquisadores a prever coronavírus

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Os estudos envolvendo o coronavírus continuam no mundo todo. Além da Universidade de São Paulo (USP), que divulgou recentemente sua pesquisa envolvendo algoritmos que acertaram em 80% dos casos de infectados com a covid-19, pesquisadores do King's College London, Hospital Geral de Massachusetts e da ZOE — uma empresa de ciências da saúde — conseguiram avançar, recentemente, nos estudos com relação ao seu aplicativo de medição de sintomas. 

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Agora, após o desenvolvimento de um diagnóstico virtual, os cientistas conseguem medir e até mesmo prever a presença do vírus em uma pessoa com base nos sintomas que ela relata diariamente. Dessa forma, a colaboração de informação a respeito dos casos de coronavírus, em diversos lugares do mundo, pode se tornar mais dinâmica, tendo em vista que não é necessário a utilização de testes comuns.

As descobertas dos estudiosos foram compartilhadas em uma publicação da revista científica Nature Medicine. No periódico, é possível visualizar o artigo desenvolvido pelos pesquisadores a fim de divulgar seus experimentos. 

Tecnologia a serviço da saúde

Cerca de 33 milhões de pessoas ao redor do mundo todo já se puseram à disposição do aplicativo e o utilizaram continuamente durante alguns dias relatando pequenos hábitos, além de informar sobre seu estado de saúde. Com o aplicativo, as pessoas também poderiam informar sobre novos sintomas que, por algum motivo, tenham relação com o coronavírus.

Vale lembrar que os sintomas da covid-19 incluem tosses prolongadas, fadiga sem motivo, febre e em casos mais graves até mesmo a dificuldade de respirar. O aplicativo Covid Symptom Study, anteriormente chamado de Covid Symptom Tracker, compara os sintomas das pessoas que relatam suas experiências online com os resultados dos testes oficiais realizados por profissionais de saúde.  Ao todo, 18.374 dos usuários relataram ter feito pelo menos um teste para coronavírus e 7.178 pessoas testaram positivo para a doença.

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Dessa forma, os cientistas investigaram a fundo quais eram os sintomas que estiveram mais relacionados com os casos positivos e calcularam as probabilidades de uma nova infecção a partir de um novo modelo matemático. Esse modelo, previa com uma precisão grandiosa os indivíduos que testariam positivo para a covid-19. Desse modo, quatro principais sintomas foram destacados: perda de olfato ou paladar, tosse grave ou persistente, fadiga e perda de apetite.

Contudo, a expectativa dos pesquisadores é de facilitar ainda mais o trabalho desses profissionais, ainda mais em regiões em que a quantidade de testes tradicionais está escassa. A pesquisa ainda terá uma nova etapa que inclui um ensaio clínico a ser realizado tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos.

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