Muralha da China não teria sido feita para defesa contra os mongóis

Muralha da China não teria sido feita para defesa contra os mongóis

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Pesquisadores da Universidade de Yale, da Academia de Ciências da Mongólia e da Universidade Hebraica fizeram descobertas que simbolizam que a Muralha da China — uma das construções mais impressionantes da história, que atrai milhares de turistas — talvez não tenha sido inteiramente construída pelos motivos que muitos acreditam. 

Em vez de proteger a China dos invasores mongóis, o objetivo de alguns de seus trechos seria controlar populações nômades que habitavam a região. 

Os esforços dos arqueólogos se concentraram em uma parte de cerca de 730 quilômetros, localizado nas estepes da Mongólia, que ficou conhecido como "Muralha de Gengis Khan" e teria sido erguida para deter o conquistador mongol, entre os séculos XI e XII. Vale lembrar que as diferentes partes da enorme Muralha da China foram construídas em períodos distintos, desde o século VII a.C. até o século XVII. 

Escavações na Muralha de Genghis Khan(Fonte: All That's Interesting/Reprodução)Escavações na Muralha de Genghis Khan(Fonte: All That's Interesting/Reprodução)

Escavações na Muralha de Genghis Khan(Fonte: All That's Interesting/Reprodução)Escavações na Muralha de Genghis Khan(Fonte: All That's Interesting/Reprodução)

Se essa parte da Muralha tinha o nome de Gengis Khan, é bastante curioso descobrir que ela não servia para detê-lo, não é mesmo? Pois é: como os pesquisadores observaram, a estrutura era muito baixa e simples — cerca de dois metros de altura — para servir como defesa militar. Segundo eles, ela provavelmente era usada para controlar a passagem dos nômades e de seus rebanhos, servindo também para cobrança de impostos. 

Além disso, o modo de construção dessa parte da Muralha indica que ela foi construída no século X, um bom tempo antes de Genghis Khan começar seu domínio. Ou, até mesmo, antes do líder ter nascido, o que aconteceu em 1162, já no século XII. 

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