Covid-19: UFES trabalha para baratear testes da doença

Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) têm trabalhado arduamente para desenvolver um novo modelo de testes sorológicos para detecção da Covid-19. Em entrevista para a CBN Vitória, o doutor em Biotecnologia e professor da UFES, Jairo Oliveira, afirmou que o modelo é capaz de identificar rapidamente a doença e é mais preciso que os demais testes.

A testagem em massa de habitantes é um processo importante na prevenção da pandemia do novo coronavírus, visto que permite isolar indivíduos detectados. Em Julho, o Brasil ultrapassou a marca de 1,7 milhão de casos confirmados.

Novo teste utiliza menos partículas para detecção

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Em junho, a UFES conseguiu o apoio do Fundo de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) para por em prática o projeto desenvolvido em laboratório. E de que forma essa nova testagem é diferente das demais? A resposta passa pelo número de partículas do organismo utilizadas na identificação do vírus.

Segundo o professor Oliveira, o teste desenvolvido pela UFES é muito parecido com os encontrados no mercado, mas precisa de um número consideravelmente menor de moléculas para apresentar eficácia. 

Comparando com um teste de gravidez, o doutor explicou que o soro utilizado no teste serve para identificar tanto os anticorpos IGG como IGM, que são produzidos em casos em que o organismo luta contra infecções agudas. Porém, ao aplicar a técnica de "espalhamento raman" — conhecida pela capacidade de observação e interpretação de dados em lentes — o teste consegue ser muito mais sensível e preciso.

Na maioria dos testes encontrados hoje em dia, precisa-se em torno de 100 anticorpos para que o resultado possa ser visto a olho nu. Já na nova versão desenvolvida pela UFES, uma única partícula conseguiria apresentar os resultados necessários para um exame eficaz.

Barateamento nos preços

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Ao diminuir consideravelmente a quantidade de anticorpos precisos para fornecer um resultado sobre a infecção, a equipe de cientistas conseguiu outra importante conquista para a aplicação do teste no mercado: o barateamento do custeio.

Além de fornecer dados em apenas quatro minutos e ser mais sensível que os demais, o modelo custa cerca de 10% do valor de mercado do que se encontra hoje em dia. De acordo com a equipe envolvida no projeto, os exames sorológicos costumam custar entre R$ 150 e R$250, enquanto que a nova versão deve custar de R$ 13 a R$ 17.

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