Especialistas preveem barreiras linguísticas em viagens espaciais

Especialistas preveem barreiras linguísticas em viagens espaciais

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Especialistas da Universidade de Kansas e da Universidade do Sul de Illinois, através de um artigo publicado pela Agência Espacial Européia (ESA), alertam sobre as inúmeras possibilidades e futuras necessidades das viagens espaciais, reforçando sobre a importância de quebrar a barreira dos conhecimentos linguísticos e sua relevância no contato com culturas alienígenas.

Segundo os pesquisadores Andrew McKenzie e Jeffrey Punske, autores do projeto "Desenvolvimento da linguagem durante viagens interestelares", a importância da comunicação não é estabelecida apenas no aprendizado de novos idiomas e no conhecimento de suas particularidades, mas também em uma apreensão histórica de sua evolução e das nuances com o passar dos séculos.

(Fonte: ESA/Reprodução)(Fonte: ESA/Reprodução)

No caso de missões espaciais, na qual diversos cientistas e exploradores estarão completamente isolados do contato com sua comunidade nativa, além das próprias dificuldades técnicas que anos-luz de distância são capazes de proporcionar, entender mecanismos de fala, sonorização e emissão vocabular, assim como o próprio contexto social, sempre determinante na dinâmica de interação, serão considerações primordiais para o sucesso das viagens interestelares.

Assim, uma das principais propostas da pesquisa também é tratada com olhares futuristas ao questionar como poderá se dar essa a interação intra e extra membros das missões, especialmente em meio à diferente dinâmica temporal e o quão preservados os idiomas estarão após o primeiro contato entre os grupos.

Adaptações linguísticas serão necessárias?

Os autores acreditam que as ações comunicativas deverão sofrer adaptações em sua expressão, transformadas em um sistema menos complexo de expressão, porém capaz de transmitir as mensagens de forma clara, possivelmente envolvendo a projeção da língua de sinais. 

(Fonte: ESA/Reprodução)(Fonte: ESA/Reprodução)

“Dada a certeza de que esses problemas surgirão em cenários como esses e a incerteza de como progredirão, sugerimos fortemente que qualquer equipe exiba fortes níveis de treinamento metalinguístico, além de simplesmente conhecer os idiomas necessários", comentam os líderes do estudo. "Haverá necessidade de uma política linguística informada a bordo que possa ser mantida sem remeter aos regulamentos baseados na Terra".

Apesar de serem problemas tratados com cautela, as divergências de linguagem surgem como um dos pontos de interesse a serem estudados para as futuras viagens espaciais, também funcionando como parâmetro de observação e estudo científicos com potencial de apresentar resultados capazes de colaborar significativamente com soluções eficientes no espaço.

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