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África: um muro de árvores construído para conter a desertificação

Um dos mais ambiciosos projetos de reflorestamento da história da humanidade completou 13 anos e lançou a sua primeira atualização de status abrangente na última segunda-feira (7). A Grande Muralha Verde, concebida como uma das maravilhas do novo mundo, pretende plantar um muro de árvores de 8 mil quilômetros de comprimento.

Com uma largura de 15 quilômetros, o gigantesco muro promete se estender por toda a largura da África para conter a desertificação da região e fornecer meios de subsistência à população dos  11 países comprometidos com a construção desse símbolo de esperança

O que diz o relatório?

Fonte: UNCCD/DivulgaçãoFonte: UNCCD/Divulgação

A primeira atualização sobre o estágio de desenvolvimento da Grande Muralha revela que, para o atingimento do seu objetivo, mais fundos, maior suporte técnico e uma supervisão mais rígida serão necessários para que o plano de plantar 100 milhões de hectares de árvores e outras vegetações seja realizado. 

Segundo os autores da avaliação, chamada "A Grande Muralha Verde: Status de Implementação e Caminho em Direção a 2030", divulgada numa reunião virtual com vários ministros regionais, o projeto cobriu apenas 4% da sua área-alvo, apesar de já atingida a metade do seu cronograma, que aponta a conclusão da obra para 2030. 

No campo dos resultados sociais, ministros e autoridades das Nações Unidas ressaltaram grandes realizações: mais de 350 mil novos empregos, US$ 90 milhões em receitas e 18 milhões de hectares de terras restauradas nos países participantes. 

Resultados e expectativas

A Etiópia, país que saiu na dianteira nas ações de reflorestamento, conseguiu recuperar 15 milhões de hectares de terras degradadas. O Senegal foi o "campeão" de árvores plantadas, com 11,4 milhões. Burkina Faso, Mali e Níger apoiaram o cinturão verde com a participação de 120 comunidades.

Na Nigéria, foram recuperados mais de 2,5 mil hectares de terras inteiramente degradadas. Cerca de de 2 milhões de sementes e mudas foram plantadas a partir de 50 espécies de árvores nativas. 

A expectativa é de que, após sua conclusão em 2030, a Grande Muralha Verde seja a maior estrutura viva do planeta, três vezes o tamanha da Grande Barreira de Corais da Austrália e Nova Guiné. Para o planeta, a Grande Muralha Verde promete absorver, até 2030, 250 milhões de toneladas de dióxido de carbono. 

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