Vídeos das primeiras missões na Lua são restaurados com IA

Vídeos das primeiras missões na Lua são restaurados com IA

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Um restaurador de filmes identificado como Niels postou, em seu canal do YouTube, incríveis remasterizações do material em vídeo capturado pelas sondas do Programa Apollo, que lançou, entre 1968 e 1972, 11 missões de voo espacial ao solo da Lua. As imagens, aprimoradas através de inteligência artificial, apresentam as viagens lunares de uma forma nunca vista, trazendo cores, dinamismo e nitidez que permitem ver todos os detalhes em alta resolução.

Segundo o criador dos novos vídeos, a IA utilizada para refazer as imagens conseguiu estabilizar cortes tremidos e ampliar o número de quadros por segundo, transmitindo a sensação de filmagens em tempo real ao invés de apenas recortes fotográficos, como ocorre naturalmente em vídeos mais antigos. Graças a uma correção no movimento acelerado após o aumento do fps, foi possível desenvolver uma resolução em HD para o material.

“Eu uso uma inteligência artificial de código aberto que foi ‘treinada’ com imagens de testes para gerar quadros inteiramente novos entre os reais”, disse Niels. “Ela analisa a diferença entre os quadros reais e o que mudou, e é capaz de ‘interpolar’ que tipo de dados estariam lá se fossem filmados em uma taxa de quadros mais alta.” 

A inteligência artificial adaptada pelo holandês Niels é chamada de Depth Aware Video Frame Interpolation (DAIN), um algoritmo utilizado para remasterizar e colorir vídeos antigos dos anos 1900 para os modelos modernos, e encontra-se em um formato de aplicativo gratuito que, no momento, está em períodos de testes de fase Alfa.

Recriações de materiais da NASA

Há décadas, especialistas em reconstituição audiovisual vêm remasterizando os vídeos de missões espaciais da NASA. Já é possível encontrar materiais de alta resolução apresentando os primeiros passos do comandante Neil Armstrong na Lua em 1969, os acidentes de rovers lunares durante as Apollo 15 e 16 entre 1971 e 1972, e muitos outros vídeos.

“A maior parte da remasterização/aprimoramento de imagens antigas foi a remoção de sujeira e arranhões, estabilizando o trabalho instável da câmera, às vezes até adicionando cor, mas nunca gerando quadros inteiramente novos com base em dados de dois quadros reais consecutivos”, explicou Niels, mencionando a importância da inteligência artificial na recriação do material.

O editor de vídeos espera que seus trabalhos instiguem o processamento de novas tecnologias espaciais, assim como o interesse do público em conhecer o que o espaço sideral reserva.

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