Tecnologia de smartphones e Nintendo Wii é usada para rastrear carcajus

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A tecnologia presente em diversos equipamentos eletrônicos vem colaborando significativamente com o estudo da vida selvagem, especialmente com a análise comportamental do carcaju, ou glutão, mamífero conhecido por ser o animal oficial do estado do Michigan, nos Estados Unidos. Isso tornou-se possível graças aos avanços nas funcionalidades dos acelerômetros, que surgem como um novo recurso de rastreio para acompanhar o cotidiano das espécies.

Encontrado em inúmeros aparelhos eletrônicos, o acelerômetro tri-axial é a principal tecnologia de quantificação de movimento, funcionando como um sensor de resultados em tempo real para medir a direção, velocidade, intensidade e diversas outras mecânicas.

(Fonte: Pixabay/Reprodução)
(Fonte: Pixabay/Reprodução)

A funcionalidade também é capaz de gerar resultados após análises rápidas, assim como ocorre nos acessórios que estão diretamente relacionados com o uso para atividades físicas.

Nas últimas décadas, os poucos glutões que haviam sido identificados por grupos de biólogos estavam equipados com uma coleira que emite sinais de rádio, mas a eficácia do equipamento não se provou capaz de atender as expectativas dos cientistas, com inconstâncias nos alertas e com falhas no reconhecimento de alguns indivíduos.

Dessa forma, os acelerômetros configuram como tratamento em potencial para os estudos, aumentando a precisão e o acompanhamento de todos os passos dos animais.

Os primeiros testes com o acelerômetro

Segundo os especialistas, a maior dificuldade em adaptar o recurso dos dispositivos eletrônicos para o reino animal foi ao traduzir o algoritmo de aprendizagem para os novos “smartphones miniaturizados” de carcajus.

Em aparelhos como o Wii, por exemplo, a função consegue detectar diversos tipos de movimentos, mas no caso das criaturas isso não basta, já que o objeto de estudo passa a ser a interação na vida selvagem e na rotina.

(Fonte: Nordens Ark/Reprodução)
(Fonte: Nordens Ark/Reprodução)

Com a ajuda de parques ecológicos, foi possível treinar os acelerômetros a partir do comportamento de animais em cativeiro. De início, testes foram realizados em três criaturas, com a análise de todos seus passos para que, posteriormente, os dados sobre tempo de descanso, hábitos alimentares e atividades físicas pudessem ser observados e levados à indivíduos na natureza.

Com o tempo, os biólogos passaram a compreender os horários de sono dos glutões, sua vigilância contra predadores em diferentes condições, como as mudanças climáticas interferem na sua rotina, e muito mais.

Dessa forma, os cientistas esperam que os estudos baseados em acelerômetros tri-axiais possam dar novos resultados e venham a ser levados para pesquisas mais amplas.

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