Professores descobrem fóssil de ninho de iguana de 115 mil anos

Recentemente, dois professores da Emory University, em Atlanta nos Estados Unidos, publicaram um relato na revista de pesquisa The Conversation, explicando como, em 2013, eles encontraram a primeira toca de nidificação de iguana fóssil conhecida, o primeiro do tipo atribuído a esse gênero de réptil.

Em dezembro de 2013, os professores Anthony J. Martin e Melissa Hage exploravam um corte de estrada na ilha de San Salvador, nas Bahamas, com 19 alunos de graduação em geologia da Emory University. O professor Martin percebeu uma estrutura esquisita na rocha, exposta aleatoriamente por uma escavadeira da estrada.

Fonte: CC BY-SA/Reprodução
Fonte: CC BY-SA/Reprodução

Nos seis anos seguintes, os dois professores passaram a estudar aquele vestígio fóssil (registro geológico de atividade biológica), com a ajuda de alunos da graduação e do Emory Center for Digital Scholarship.

A toca das Bahamas

A configuração geológica da toca de iguana das Bahamas indicou que ela poderia ter cerca de 115 mil anos, o que a localiza na época do Pleistoceno Superior, tempo em que o gelo cobriu a maior parte do planeta; e uma megafauna, com mamutes e preguiças gigantes, habitou a Terra.

Embora nenhuma parte do corpo ou ovos tenham sido descobertos, a estrutura corresponde à largura, profundidade e forma das tocas de nidificação de iguanas atuais. A evidência mais convincente encontrada pelos pesquisadores dentro da estrutura foi  uma série de camadas de areia compactadas, procedimento feito pela mãe ao sair, para esconder ovos e filhotes dos predadores.

Fonte: CC BY-SA/Reprodução
Esquema da toca: NC? é a câmara do ninho, CZ (1-6) são as zonas de compactação em direção à saída (Fonte: CC BY-SA/Reprodução)

Eles também tiveram certeza de que a estrutura era uma duna interior, local escolhido pelas iguanas para fazer seus ninhos, depois que a professora Melissa encontrou, nas proximidades, um toca fossilizada de caranguejos terrestres, tocas de insetos e traços de raízes preservados no afloramento.

No entanto, não foram detectados vestígios de que os filhotes cavaram seu caminho para fora da toca até a superfície, através das camadas de areia, comportamento comum aos filhotes de iguana. Para os professores, isso pode ser um indício de ninho com falha, uma ocorrência muito provável quando a umidade do solo é muito alta.

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