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Primeiro ânus de dinossauro preservado é encontrado na China

A descoberta do primeiro ânus de dinossauro preservado na China em outubro de 2020 tem trazido novas informações para paleontólogos no mundo todo. Segundo as novas pesquisas, essa parte do corpo desses animais era utilizada para múltiplas funções, ganhando a denominação do que hoje seria uma “ventilação cloacal”. 

Sendo assim, a parte traseira dos dinossauros era utilizada para a excreção de fezes e urina, mas também para o acasalamento e a postura de ovos. Além disso, os restos mortais estavam tão bem preservados que os cientistas acreditam terem encontrado duas protuberâncias, as quais possivelmente alojavam glândulas odoríferas utilizadas para atrair parceiros.

Descoberta paleontóloga única

(Fonte: Jakob Vinther)
(Fonte: Jakob Vinther)

Apesar da traseira dos dinossauros se assemelhar bastante com alguns animais vivos nos dias de hoje, — como é o caso de alguns crocodilos — os cientistas garantem que a descoberta é totalmente “única” e “especial”. Em entrevista para o Live Science, o paleontólogo da Universidade de Bristol Jakob Vinther afirmou que a anatomia do ânus do dinossauro é algo nunca antes visto.

Na visão de Vinther, a cloaca pré-histórica descoberta no ano passado não se assemelha em nada com a abertura traseira das aves, as quais seriam os parentes vivos mais próximos dos dinossauros, e também teria algumas diferenças em comparação com a traseira de outros répteis.

O resto mortal pertence ao Psitacossaurouma espécie de cauda eriçada, do tamanho de um labrador e parente próximo dos Triceratopes. Conforme os dados de historiadores, essa espécie teria habitado a Terra durante o período Cretáceo, o qual ocorreu entre 145 milhões e 65 milhões de anos atrás.

O ânus de dinossauro

(Fonte: Jakob Vinther)
(Fonte: Jakob Vinther)

De acordo com Jakob, a cloaca surpreendentemente preservada foi descoberta enquanto ele e seu parceiro de pesquisa Robert Nicholls tentavam descobrir qual era a coloração da pele dos PsitacossaurosPor outro lado, nenhum tecido mole do sistema reprodutivo pode ser identificado, o que impossibilitou a determinação do sexo do animal.

Mesmo assim, Vinther acredita que seja mais provável que essa espécie de dinossauro copulava, ao contrário de algumas aves que apenas tocam suas nádegas em um “beijo cloacal” para se reproduzirem. 

De acordo com os pesquisadores, existem indícios que o orifício era coberto por tons escuros de melanina, a qual forneceria uma proteção antimicróbica para essa região do corpo e impediria que os dinossauros desenvolvessem infecções na cloaca. 

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