Estação Espacial Internacional joga pacote de 2,9 t de lixo no espaço

A Estação Espacial Internacional, laboratório mantido há décadas por diversas agências de exploração em órbita, lançou nos últimos dias o que é considerado o maior conjunto de lixo espacial em termos de massa já descartado pela estrutura.

O pacote fechado pesa 2,9 toneladas ao todo e é composto principalmente de baterias de de níquel-hidrogênio velhas, que já não poderiam ser reutilizadas e eram usadas para armazenar a energia coletada pelos painéis solares. São eles que mantém toda a complexa estrutura da estação operando.

Ele foi jogado no último dia 11 de março por um dos braços robóticos da estação, construído originalmente pela Agência Espacial do Canadá, mas controlado por pesquisadores do Johnson Space Center, da NASA, O pacote será monitorado pelos pesquisadores, que descartaram qualquer chance de colisão do lixo espacial com outros satélites artificiais ou com a própria estação. 

Lixo espacial.Lixo espacial.

A expectativa é que ele seja queimado aos poucos, na medida em que permanece na atmosfera e é puxado lentamente na direção da Terra. O processo pode levar de dois até quatro anos para ocorrer naturalmente.

Que carga é essa?

As baterias foram trocadas por modelos de íon-lítio e, para fazer o transporte, foram necessárias várias missões da nave japonesa HTV.

Normalmente, esse tipo de objeto não é descartado no espaço por questões de segurança e sustentabilidade: eles são acoplados a veículos de transporte especializados que são enviados de volta à Terra, normalmente sendo desintegrados de modo natural no processo de reentrada da nave na atmosfera do planeta.

Entretanto, houve uma série de atrasos nas missões da Estação Espacial Internacional, especialmente no programa de caminhadas espaciais que realiza a troca dos componentes. Um atraso em 2018 atrapalhou todo o cronograma e dessincronizou o descarte das cargas.

Um HTV próximo da Estação Espacial Internacional.Um HTV próximo da Estação Espacial Internacional.

Dessa forma, todas as viagens do HTV japonês foram realizados sem que todas as baterias fossem enviadas de volta à Terra, deixando uma carga que precisou ser descartada de forma improvisada. A última partida da ISS aconteceu em maio de 2020.

O Japão atualmente está desenvolvendo uma nova nave de transporte, o HTV-X, mas ele ainda não teve a construção finalizada.

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