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Roger Boisjoly: o engenheiro que tentou impedir o desastre da NASA

Quando o ônibus espacial Challenger, desenvolvido pela NASA, caiu apenas 73 segundos após o seu lançamento, em 28 de janeiro de 1986, matando instantaneamente 5 astronautas e 2 especialistas em carga útil –, significou um retrocesso nas pesquisas espaciais promovidas pelos Estados Unidos. O desastre marcou toda a nação e o mundo, mas o que o tornou ainda mais emblemático e controverso foi o fato de que ele poderia ter sido evitado se tivessem ouvido apenas um homem: Roger Boisjoly.

Na época, ele era engenheiro de foguetes propulsores sólidos na empresa Morton Thiokol (atual ATK Thiokol), localizada em Utah, e responsável por liberar a utilização das peças para a confecção dos foguetes.

(Fonte: Pinterest/Reprodução)(Fonte: Pinterest/Reprodução)

Seis meses antes do lançamento fatal, analisando alguns documentos, Boisjoly descobriu que havia uma falha nas anilhas de borracha que vedavam as partes do tanque de combustíveis, especificamente nos anéis do acelerador sólido direito que deveria fazer a Challenger subir. Essas anilhas poderiam endurecer a baixas temperaturas e permitir que os gases em alta temperatura e a pressão escapassem, danificando o tanque de combustível externo do ônibus espacial.

Boisjoly e mais quatro engenheiros escreveram um longo memorando para o presidente da Thiokol para alertar que seria perigoso demais o lançamento, ressaltando que haveria perda de vida humana. Contudo, o aviso foi totalmente desprezado e as peças foram encaminhadas para a composição do foguete.

(Fonte: Exame/Reprodução)(Fonte: Exame/Reprodução)

“Eu lutei com todas as minhas forças para impedir aquele lançamento. Eu estou arrasado”, revelou o engenheiro à National Public Radio, em uma entrevista feita por Daniel Zwerdrando depois do acidente, e que entrou como material confidencial.

Em 28 de janeiro de 1986, a previsão do tempo para a manhã do lançamento era de -1 °C na Flórida. A NASA nunca fazia lançamentos em temperatura tão baixas, mas o ambicioso cronograma do governo e da instituição falaram mais alto.

Roger Boisjoly foi demitido quando revelou o assunto ao comitê de investigação presidencial após o desastre.

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