Conheça o esturjão branco, o peixe de armadura ameaçado de extinção

Um dos peixes mais conhecidos nos Estados Unidos, e o maior de água doce de toda a América do Norte, o esturjão branco teve grandes populações nos rios americanos, mas hoje se encontra em risco de extinção, devido à pesca excessiva, tanto comercial como esportiva, além da tradicional captura de fêmeas, para retirada dos ovos, do qual é feito o caviar.

Fonte: Fraser River Lodge/ReproduçãoFonte: Fraser River Lodge/Reprodução

Encontrado nos rios de toda a costa do oceano Pacífico, os esturjões também são comuns na baía do Alasca, ao norte da península de Baja e na Califórnia, nos EUA. Algumas espécies vivem nos oceanos e migram para a água doce durante a reprodução. Um esturjão adulto chega a pesar quase 700 kg, e atingir até 4,5 metros de comprimento, durante sua vida de mais de 100 anos.

Um dos segredos da sua longevidade é o fato de o esturjão viver dentro de uma armadura natural. Classificado como “peixe ósseo”, ele tem cinco fileiras de placas ósseas que vão desde as guelras até a cauda. Chamadas escudos córneos, elas também protegem a cabeça do peixe, que tem os olhos no topo.

Como vivem os esturjões brancos?

Fonte: Wikimedia CommonsFonte: Wikimedia Commons

Embora distintos, os esturjões algumas vezes se assemelham aos tubarões, principalmente pela cor cinzenta do dorso, contrastando com a brancura do ventre. Apesar de enorme, a boca do esturjão não tem dentes. Ele come peixes pequenos, crustáceos, moluscos, vermes e plantas aquáticas, sugando-os para sua boca como um grande aspirador de pó.

Para localizar comida, os esturjões brancos passam a maior parte do tempo vasculhando o fundo dos rios, ou do mar com a ajuda de quatro barbilhões, longos filamentos olfativos que se estendem diante da boca. Durante o inverno, esses peixes entram em um período de inatividade, semelhante a uma hibernação.

Fonte: WallpaperSafari/ReproduçãoFonte: WallpaperSafari/Reprodução

A época da desova é no final da primavera ou início do verão, quando os machos se juntam em áreas de fortes correntes para liberar seus espermatozoides. O ciclo se completa com as fêmeas liberando milhões de óvulos que, depois de fertilizados, se agrupam e se fixam no fundo do rio, de onde eclodem cerca de uma semana depois. Os bebês esturjões nascem com cerca de 1,3 centímetro, mas crescem rapidamente.

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