Como funciona o transporte de animais de estimação em aviões?

A morte de um filhote de golden retriever após um voo da Latam entre São Paulo e Rio de Janeiro deu o que falar nos últimos dias. De acordo com a estudante Gabriela Duque Rasseli, de 24 anos, o cachorro teria ficado com muito calor durante a viagem e foi entregue a ela “quase morto”. 

Em comunicado oficial, a LATAM lamentou o fato, mas afirmou ter seguido rigorosamente todos os protocolos e procedimentos padrões para o transporte de animais em aeronaves. E como esse processo acontece? Vamos entender qual é a melhor forma para realizar esse tipo de viagem com o seu pet. 

Cuidados necessários

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Realizar uma viagem aérea com um animal de estimação (cães e gatos) não é exatamente uma tarefa simples, mas viável. Para isso, é necessário um grande planejamento, adaptação por parte do animal e o cumprimento de algumas exigências por parte das companhias de voo. 

É essencial que a saúde do animal seja considerada antes de tudo, sendo uma visita ao veterinário antes do trajeto considerada protocolar. Por mais calmo que um cão ou gato seja, esse tipo de viagem sempre causará um estresse maior. Voos diretos e curtos diminuem a ansiedade dos bichos e também diminui as probabilidades de desidratação — um dos maiores riscos dentro dos aviões.

A documentação vacinal do animal também deve estar em dia, sendo necessário apresentar o certificado de vacinação antirrábica. Por fim, caixas de transporte precisam ser resistentes, bem ventiladas e do tamanho adequado para o bichinho. É importante lembrar que o pet passará a viagem inteira nesse espaço e precisará se movimentar pelo menos um pouco.

Onde levar o animal de estimação

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

As regras específicas para o transporte de animais varia bastante de companhia para companhia, já que nem todas permitem esse tipo de viagem por conta dos modelos de aeronaves. Em geral, as que permitem cobram uma taxa para o transporte e a reserva precisa ser feita com antecedência.

Para esse procedimento, as empresas costumam oferecer dois tipos de viagem: na cabine ou no bagageiro. 

  • Cabine: animais de pequeno porte podem ser levados no avião com os demais passageiros, mas devem permanecer dentro da caixa a viagem toda e sempre debaixo do assento. 
  • Bagageiro ou porão: a companhia aérea deve identificar o pet e sua caixa de transporte, que será presa para evitar com que fique se mexendo em excesso e deixando o animal irritado. Indica-se forrar o chão da caixa com papel higiênico e deixar uma peça de roupa sua com o pet.

Durante o desembarque, animais de estimação que viajaram no bagageiro não serão entregues nas esteiras, mas sim na área de retirada de bagagens.

Adaptação antes da viagem

(Fonte: Associação Brasileira das Empresas Aéreas/Divulgação)(Fonte: Associação Brasileira das Empresas Aéreas/Divulgação)

Para que seu animal de estimação viaje mais tranquilamente, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas recomenda iniciar um processo de adaptação com 15 dias de antecedência. Para isso, existem algumas dicas que os tutores dos pets podem seguir:

  • Faça a caixa de transporte ser algo familiar ao animal. Deixe-a acessível para o seu pet dentro de casa para que ele se acostume com o ambiente.
  • Ofereça refeições e petiscos para ele dentro do “kennel”. Isso fará com que ele crie uma associação de que aquele é um lugar agradável e confortável.
  • Feche a portinha enquanto ele se alimenta, assim ele poderá se acostumar com o ambiente. Aumente o tempo de permanência gradativamente e busque se afastar aos poucos para ele se habituar a sua ausência.

Na véspera da viagem, o ideal é que a pessoa dê um banho e corte as unhas de seu animal de estimação. Por fim, busque hidratá-lo o máximo possível antes dele entrar na aeronave. 

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