A primeira transmissão subterrânea de rádio da História

Quando o inventor italiano Guglielmo Marconi desenvolveu pela primeira vez a ideia de um rádio, ou telégrafo sem fio, na década de 1890, ele nem sequer imaginava que mais tarde seria responsável por uma das revoluções da modernidade.

O ano de 1900 foi o período em que o rádio foi usado comercialmente, acabando para sempre com a demora de semanas para descobrir o que estava acontecendo em outras partes do mundo. O primeiro programa de notícias de rádio foi transmitido em 31 de agosto de 1920 pela estação 8MK, em Detroit, nos Estados Unidos.

Antes de entrar na vida dos cidadãos como um objeto de entretenimento, o rádio foi usado em larga escala por pilotos, capitães de navios, motoristas, polícias, serviços de emergência, e também causou um impacto direto nos campos de batalha durante a guerra.

O único caminho para baixo

(Fonte: RDNews/Reprodução)(Fonte: RDNews/Reprodução)

Em 1930, o cartunista americano, empresário e antropólogo amador Robert LeRoy Ripley (1890-1949), mais conhecido como Robert Ripley, através de seu programa de rádio Ripley’s Believe It or Not — revolucionou a História.

O homem era famoso por viajar o mundo contando fatos estranhos sobre os lugares por onde passava, fazendo incursões em cavernas, lagos, rios, ninhos de cobras e outros tipos de lugares inusitados. A produção de Ripley já estava acostumada a configurar antenas e linhas de transmissão para enviar sua voz para os EUA de vários cantos do mundo, por isso ele tinha certeza de que conseguiria fazer isso a 850 metros abaixo do solo, quando teve a ideia de fazer a primeira radiotransmissão subterrânea da História.

(Fonte: Today Kamloops/Reprodução)(Fonte: Today Kamloops/Reprodução)

Contudo, parecia impossível fazer aquilo acontecer, ainda menos nas Cavernas Carlsbad, no Novo México, com cerca de 350 quilômetros de cavernas mapeadas — na época o local tinha sido transformado em Parque Nacional há apenas 10 anos, e muito não se sabia sobre as cavernas.

Quando o parque foi estabelecido, os visitantes tinham apenas duas opções de cavernas, uma delas era uma espécie de escorregador usado para levar guano (fezes) de morcego do fundo. Mas, devido à árdua subida, foi construído um elevador, que Ripley disse em sua transmissão que era o mais profundo do mundo.

Através de objetos tão rudimentares, o locutor conseguiu fazer algo que ninguém havia feito, causando uma verdadeira comoção no meio, incentivando repórteres a irem cada vez mais longe em suas matérias e movimentando uma indústria técnica para melhorar ainda mais os equipamentos para que viagens como aquela pudessem acontecer com melhor qualidade de som.

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