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Simbiose: 6 relações perfeitas na natureza

A simbiose, enquanto conceito da biologia, descreve as relações ou interações entre dois organismos diferentes, em que ambos se beneficiam. Estas parcerias, que se formam nos reinos animal e vegetal, são fenômenos incríveis e mostram que é possível haver convivência benéfica entre espécies diferentes.

Conheça 6 relações simbióticas na natureza que certamente prejudicariam o meio ambiente caso não existissem.

1. Coiotes e texugos

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Parece difícil imaginar que os pequenos texugos mantenham uma relação boa com os perigosos coiotes, mas isso acontece. Os coiotes têm a velocidade como uma importante característica predatória, e caçam suas presas em ambientes abertos. Enquanto isso, os texugos são escavadores, e capturam suas “vítimas” em covas subterrâneas.

Em alguns locais da América do Norte, coiotes foram observados esperando fora das tocas por esquilos que fugiam de texugos. E os texugos, por sua vez, também se beneficiam: alguns animais ficam entocados justamente para fugir dos coiotes, facilitando a sua caçada.

2. Búfalo e pássaro pica-boi-de-bico-vermelho

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

O grandioso búfalo forma uma dupla improvável com um pássaro bem pequenininho, o pica-boi-de-bico-vermelho. A relação é útil para ambos. O pica-boi fornece serviços valiosos ao búfalo: ele faz a “limpeza” do mamífero, catando parasitas em seu lombo, e desempenha a função de “alerta”, assobiando quando vê predadores se aproximarem. O búfalo, em contrapartida, oferece uma cardápio bem nutritivo ao pássaro com o grande volume de pragas que carrega.

3. Insetos e plantas com flores

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Talvez a simbiose mais conhecida na natureza seja a mantida por insetos alados e plantas com flores, que dependem uns dos outros para sobreviver. Os insetos sugam uma substância açucarada da flor, que serve de alimento para ele. Enquanto faz a coleta, o inseto acaba “colando” no pólen, elemento presente na planta que contém o gameta masculino.

Ao pousar em outra flor, o inseto leva o pólen e promove a reprodução da planta, num processo que se chama de polinização. É quase uma “fertilização in vitro” sem “vitro”, só com insetos como abelhas.

4. Tubarão e peixe-piloto

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

O peixe-piloto forma uma intrigante aliança com os tubarões. Ele acompanha o tubarão e vai o livrando dos parasitas que grudam nele. Além disso, ele limpa restos de comida que ficam nos dentes do tubarão. Com isso, o tubarão acaba fornecendo uma alimentação fácil para o peixinho.

5. Crocodilo do Nilo e tarâmbola-egípcia

(Fonte: Divulgação)(Fonte: Divulgação)

O crocodilo do Nilo é um animal bastante agressivo quando recebe visitantes não solicitados em seu território. Curiosamente, eles acolhem a tarâmbola-egípcia, uma ave de penagem preta e branca que é encontrada em regiões úmidas da África.

E a amizade entre os dois é bem próxima: a tarâmbola-egípcia voa na boca do crocodilo e se alimenta da carne decomposta que está presa em seus dentes. O crocodilo, por outro lado, ganha uma limpeza dentária gratuita.

6. Peixe-palhaço e anêmona-do-mar

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Lembra do Nemo, do filme Procurando Nemo? Pois é, esse tipo de peixe, que é conhecido como peixe-palhaço, tem um tipo de simbiose bem engraçado: ele usa a anêmona-do-mar como sua casa.

O mais inusitado é que há até um “ritual” pelo qual ele faz isso. Antes de se instalar, o peixe-palhaço faz uma espécie de dancinha: ele suavemente se esfrega nos tentáculos da anêmona para que ela se acostume com sua presença.

Depois que se instala, ele fornece à sua parceira alguns nutrientes por meio de sua matéria fecal. Traz também proteção: o peixe-palhaço evita que a anêmona seja devorada pelos peixes-borboleta.

Mas o mais interessante é que a anêmona é venenosa. No entanto, a mucosa presente na pele do peixe-palhaço oferece uma proteção que impede que ele seja ferido pela parceira. Ou seja, há aqui um verdadeiro casamento perfeito.

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