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O que acontece quando um bebê respira pela primeira vez?

Ao longo de aproximadamente 40 semanas, uma mulher grávida se prepara para colocar seu filho no mundo. Durante esse tempo, esse bebê permaneceu protegido dentro de sua barriga e recebeu todos os nutrientes que precisava através do cordão umbilical, respirar por conta própria para sobreviver.

No entanto, apenas segundos após o nascimento, o recém-nascido precisa puxar seu primeiro "gole" de ar por conta própria. E o que acontece a partir desse momento? Como o corpo humano é preparado para essa ação? Entenda todos os detalhes desse processo ao longo dos próximos parágrafos!

Funcionamento do corpo na gestação

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Em questão de segundos após o parto de uma criança, os minúsculos pulmões do recém-nascido e todo o seu sistema circulatório precisam se adaptar para aguentar essa nova realidade. Logo, esses primeiros momentos acabam sendo o fôlego mais desafiador da vida de uma pessoa — mesmo que tão jovem.

Quando ainda estamos no útero de nossas mães, os nossos pulmões não fornecem oxigênio durante a gestação. Nessa fase, esses órgãos estão parcialmente colapsados e cheios de líquido que nos ajudará no período de desenvolvimento. Todo o oxigênio que precisamos vem do cordão umbilical da placenta.

Como os pulmões ainda não estão envolvidos com o suprimento de oxigênio, a maior parte do suprimento sanguíneo fetal passa pelo pulmão através de dois vasos sanguíneos exclusivos dos fetos: o forame oval e o ductus arteriosus, que conectam artérias de nosso corpo.

Transformação do sistema circulatório

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Ao contrário do que acontece no coração dos adultos, os bebês possuem o lado direito do órgão como dominante quando saem do ventre. Tudo isso é devido aos vasos sanguíneos exclusivos e temporários, os quais bombeiam sangue oxigenado para o corpo todo.

Porém, logo quando nascemos, o nosso sistema circulatório precisa se reorganizar. O ventrículo esquerdo torna-se dominante, responsável por enviar sangue por todo o corpo, enquanto o ventrículo direito assume a nova função de enviar sangue pobre em oxigênio para os pulmões.

As células responsáveis pela secreção de fluido nos pulmões do feto passam a absorver todo o líquido que estava em nossos pulmões para liberar espaço para a entrada de ar. A primeira respiração de um bebê pode ser tão forte e dramática que, em alguns casos, até mesmo um buraco nos pulmões de recém-nascidos pode acontecer.

Sumiço dos vasos sanguíneos

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Conforme o corpo vai se adaptando e a pressão pulmonar torna-se menor do que a pressão sanguínea durante as contrações cardíacas, o forame oval se fecha por completo. Sem essa antiga passagem entre os átrios direito e esquerdo, o sangue desoxigenado parra a fluir pelo átrio direito para o ventrículo direito inferior — sendo levado para os pulmões.

Enquanto isso, a baixa pressão no sistema pulmonar diminui o sangue do ductus arteriosus, o vaso sanguíneo que permite que o sangue contorne o pulmão e siga para o corpo. Não mais necessário, o ducto começa a se contrair e se fecha nos primeiros dois dias de vida. 

Neste ponto, 100% do suprimento de sangue do bebê vai para os pulmões, onde todo o sangue saturado de dióxido de carbono será substituído por sangue oxigenado absorvido pelo bebê. Em um bebê saudável, a maior parte de toda essa jornada leva cerca de 5 minutos, mas toda a transição é gerada em uma única respiração.

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