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Provavelmente há uma cópia sua por aí e ela pode ter o seu DNA

Pesquisadores do Leukemia Research Institute, em Barcelona, analisaram o DNA dos participantes de um ensaio fotográfico com sósias e descobriram que as semelhanças vão muito além dos traços físicos.

O ensaio fotográfico

Uma das duplas de doppelgängers fotografadas por Brunelle. (Fonte: François Brunelle / Reprodução)Uma das duplas de doppelgängers fotografadas por Brunelle. (Fonte: François Brunelle / Reprodução)

A partir da sua própria semelhança com o ator Rowan Atkinson, famoso pelo personagem Mr. Bean, o fotógrafo canadensse François Brunelle teve a ideia de criar um ensaio com pessoas que se parecem, mas não têm nenhum tipo de parentesco. O ensaio intitulado “Eu não sou sósia!” reuniu centenas de duplas idênticas e foi um sucesso nas redes sociais. 

Tal sucesso chamou atenção do Dr. Manel Esteller, pesquisador do Leukemia Research Institute, que já havia estudado as diferenças físicas em gêmeos idênticos e achou interessante se debruçar sobre o inverso: as semelhanças de pessoas que não são parentes.

Para realizar a pesquisa, a equipe de Esteller utilizou um software de reconhecimento facial que analisou os rostos de 32 pares de participantes do ensaio fotográfico de Brunelle. Além disso, os cientistas coletaram o DNA desses participantes e dados sobre estilo de vida.

O estudo

Software identificou alguns dos participantes como gêmeos. (Fonte: Shutterstock)Software identificou alguns dos participantes como gêmeos. (Fonte: Shutterstock)

Dos 32 pares, o software indicou pontuações de gêmeos idênticos para 16. Assim, esses 16 pares de doppelgängers tiveram os seus DNAs analisados. Os resultados do estudo foram publicados recentemente na revista Cell Reports e indicaram que os 16 participantes que o software identificou como gêmeos compartilham muito mais genes entre si do que aqueles que o software considerava menos parecidos.

De acordo com Esteller, os participantes mais parecidos entre si se parecem porque compartilham partes importantes do genoma ou a sequência do DNA. Para o pesquisador, essa semelhança até certo ponto são um capricho do destino que ocorre devido ao crescimento populacional. “Agora existem tantas pessoas no mundo que o sistema está se repetindo”, afirmou o pesquisador em entrevista ao The New York Times.

E as experiências de vida?

O DNA é o fator decisivo quando o assunto é semelhança. (Fonte: Shutterstock)O DNA é o fator decisivo quando o assunto é semelhança. (Fonte: Shutterstock)

As nossas experiências de vida e as dos nossos ancestrais influenciam os nossos genes e a isso os cientistas dão o nome de epigenoma. Já a influência do ambiente em nossas vidas é conhecida como microbioma. Em relação a essas duas áreas, a pesquisa teve resultados diferentes: enquanto o genoma dos participantes era semelhante, seus epigenomas e microbiomas eram distintos.

Ou seja, as semelhanças dos pares se devem mais ao seu DNA do que às suas experiências e modo como se desenvolveram desde a infância. Para Esteller a pesquisa pode contribuir para que no futuro médicos possam diagnosticar doenças, já que se as pessoas compartilham genes o suficiente para se parecem, é possível que compartilhem também o desenvolvimento de determinadas doenças.

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