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6 lugares misteriosos que não existem mais

O planeta Terra está repleto de paisagens encantadoras que mostram a história e o poder da natureza ao nosso redor. Contudo, essa mesma natureza passou por muitas transformações desde que os seres humanos pisaram no mundo, o que significa que nem tudo que conhecemos atualmente é igual ao que um dia já foi.

Por exemplo, várias lugares misteriosos que um dia já foram admirados por aqui simplesmente deixaram de existir — permanecendo apenas como uma memória nos livros de história. Pensando nisso, aqui está uma lista homenageando seis desses lugares que já não existem mais!

1. Salto de Sete Quedas

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Ao longo do rio Paraná, que atravessa o Brasil e o Paraguai, existia uma vista inspiradora: uma série de pelo menos 18 cachoeiras conhecidas como Salto de Sete Quedas. Essas eram as maiores cachoeiras do mundo em volume de água, com 13,3 mil m³/segundo, sendo o dobro de volume das Cataratas do Niágara, na divisa entre Estados Unidos e Canadá.

Porém, Paraguai e Brasil começaram a construir a barragem de Itaipu na década de 1970. Depois de concluída em 1982, a barragem criou um reservatório tão grande que submergiu completamente o Salto de Sete Quedas. 

2. Terraços Rosa e Branco

(Fonte: Hocken Library/Reprodução)(Fonte: Hocken Library/Reprodução)

Outra atração turística natural que perdemos ao longo dos anos foram os Terraços Rosa e Branco na Nova Zelândia, que um dia foram chamados de "A Oitava Maravilha do Mundo". Nós estamos falando de fontes geotérmicas que enviavam água cheia de sílica fluindo para baixo perto do lago Rotomahana, no norte do país.

À medida que os minerais endureciam, formavam terraços repletos de água morna. Contudo, em junho de 1886, o Monte Tarawera entrou em erupção e muitas coisas ao seu redor desapareceram. A explosão matou mais de 100 pessoas e enterrou completamente a famosa maravilha do mundo neozelandesa. 

3. Doggerland

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

No passado, existia uma grande faixa de terra que conectava a Grã-Bretanha à Europa continental, chamada de Doggerland. Animais extintos há muito tempo, como leões da caverna e tigres-dente-de-sabre, vagavam por essa área — assim como humanos modernos e nossos ancestrais.

Porém, à medida que o planeta continuou a aquecer, o nível de água da região de Doggerland aumentou rapidamente. Então, há cerca de 8,2 mil anos, uma enorme inundação de um lago glacial fez com que o caminho sumisse completamente.

4. Rio Irharhar

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

O deserto do Saara é notoriamente quente e seco, mas a parte da África que hoje o abrange nem sempre foi tão árida assim. Rios e lagos pontilhavam essa região entre 130 mil e 100 mil anos atrás. Um exemplo disso era o rio Irharhar, que um dia correu por aquelas terras.

No entanto, estudos sugerem que a perda dos sistemas fluviais no Norte da África foi um dos motivos para nossos ancestrais terem feito uma migração precoce, criando um corredor para que atravessassem o continente. 

5. Velho da Montanha

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Durante séculos, o rosto de um velho pairava sobre New Hampshire, espiando da encosta da Cannon Mountain. Esse "rosto" esculpido em pedra foi moldado pela última Idade do Gelo, tornando-se um símbolo da região por muitos anos.

Contudo, o tempo não foi gentil com o monumento natural. A icônica face acabou desabando totalmente no início do dia 3 de maio de 2003, mudando completamente a paisagem da região.

6. Supermontanhas Nuna

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Se você pensa que os Himalaias são impressionantes, você ficaria surpreso ao descobrir sobre a existência das antigas supermontanhas da Terra. Uma cordilheira, chamada Nuna, era tão alta quanto os Himalaias, mas possuía cerca de 8 mil km de extensão.

Para métodos de comparação, os Himalaias possuem apenas 2,5 mil km de comprimento. Estudos mostram que, à medida que essas montanhas erodiam, elas enviavam fósforo, ferro e outros nutrientes para o oceano e ajudavam a aumentar a quantidade de oxigênio na atmosfera. Logo, caso essa cordilheira ainda existisse, é bem provável que os humanos nunca tivessem pisado no planeta para presenciá-las. 

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