Aquecimento de Páscoa: confira algumas curiosidades sobre o bacalhau
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Aquecimento de Páscoa: confira algumas curiosidades sobre o bacalhau

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Não há dúvidas de que o bacalhau é um dos peixes mais apreciados pelos brasileiros, principalmente em épocas como a quaresma e o fim desse período, na Páscoa. No Natal, esse é um prato também bastante consumido.

Essa tradição gastronômica herdada dos portugueses abrange famílias do Brasil inteiro, que podem escolher entre diversas receitas preparadas com esse peixe.

O costume de comer bacalhau nessa época (período de 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e o Domingo da Páscoa) veio da tradição católica em que a Igreja proibia o consumo de carne como um sacrifício em relação ao de Cristo pela humanidade. O peixe então substituía a carne nos pratos dos católicos nesse período e se tornou a escolha principal.

Fonte da imagem: Shutterstock

Acredita-se que a opção pelo bacalhau, em vez de qualquer outro peixe (que estava liberado pela Igreja), se deu por se tratar de um alimento que tem um período maior de durabilidade, podendo ser transportado por longas viagens ou armazenado por mais tempo.

Mas você sabia que “bacalhau” não é o nome de um só peixe específico? Ele é, na verdade, a denominação várias espécies de peixes classificadas em vários gêneros, em particular no Gadus, pertencente à família Gadidae.

O que é considerado o mais legítimo entre as espécies (do Atlântico) é o chamado Gadus morhua (o Cod), que vive nas águas frias do Hemisfério Norte (nos mares do Canadá e Noruega). No Brasil, as espécies mais consumidas são o Cod (também chamado do Porto e Imperial), Saithe, Ling e Zarbo.

Mais história

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A sua versão salgada (a mais consumida) já é produzida há mais de 500 anos, desde a época dos descobrimentos europeus do Novo Mundo. Antes de existir a refrigeração, houve a necessidade de preservar o peixe para aguentar as longas jornadas de navegação. Para essa finalidade, eram feitas técnicas de secagem e salga, o que acabou deixando o alimento ainda mais saboroso.

Os portugueses encontraram o bacalhau nos mares do Ártico e Canadá e aprovaram o seu consumo, pois, com os métodos para deixá-lo seco e salgado, ele se tornou muito durável, além de acessível e agradável ao paladar. Com isso, o peixe passou a fazer parte da cultura daquele povo.

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Apesar disso, há alguns registros de que o bacalhau, sem salgar, já era preparado por vikings no século 9. De qualquer forma, a sua popularidade cresceu em toda a Europa e, a partir do século 18, a cidade de Kristiansund, na Noruega, tornou-se um lugar importante de compra de bacalhau. Os noruegueses também o chamavam de klippfisk ("peixe precipício"), pois era seco em penhascos de pedra à beira-mar.

Tradição portuguesa com certeza

Quem visita Portugal sabe o quanto o prato é popular por lá. As suas mais variadas receitas encantam os turistas e fazem parte do dia a dia dos portugueses, podendo ser encontradas em restaurantes de todas as cidades, sempre com muito azeite e, geralmente, batatas. Mas não é só em território português que o bacalhau é bastante consumido.

Em Portugal, diz-se, há mais de 365 maneiras de cozinhar bacalhau, uma para cada dia do ano. O peixe também é bastante comum na região da Galícia, na Espanha, e nas colônias portuguesas de Cabo Verde, Angola, Macau — e no Brasil, é claro. Em menor intensidade, ele é encontrado nas tradições gastronômicas de outros territórios, como República Dominicana e Porto Rico.

Mais curiosidades

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  • O bacalhau foi introduzido no Brasil no século 19 pela corte de D. João VI;
  • O peixe pode viver até 20 anos e chega a atingir 1,80 metro;
  • O bacalhau corresponde a cerca de 10% da indústria de peixes do mundo.
  • Uma porção de bacalhau contém 13 gramas de proteína e 58 calorias (das quais, apenas 4 provêm de gorduras);
  • O alimento também é fonte de vitamina C, D, B6 e B12;
  • Confira como o bacalhau é chamado em outros países: bacalao (Espanha), bacallà (Catalunha/Espanha), μπακαλι?ρος/bakaliáros (Grécia), baccalà (Itália), bakalar (Croácia), kabeljauw (Holanda), tørfisk/klippfisk/clipfish (Escandinávia), saltfiskur (Islândia).

*Publicado originalmente em 26/3/2014

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