Lendas de terror baseadas em histórias terríveis da vida real
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Lendas de terror baseadas em histórias terríveis da vida real

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Como nasce uma lenda? Será que todas elas têm base na realidade ou certas histórias nascem apenas como forma de ensinar uma lição, como as fábulas? A série Grimm aproveitou muito bem essa dúvida que cerca algumas das mais famosas histórias e criou uma fantasiosa explicação para os contos dos irmãos Grimm.

Conheça a seguir três fantásticas lendas que têm base em acontecimentos reais.

O barba azul

O rei Conomor foi a inspiração para a lenda do Barba Azul. Nela, o barbudo era um conde que se casava repetidamente apenas para assassinar as esposas, até que uma delas tenta escapar para quebrar o ciclo e salvar sua vida.

Na vida real, este governante céltico era conhecido como Conomor, o Maldito, que um dia ouviu uma profecia (cof cof, Cersei, cof cof) dizendo que seu próprio filho o destronaria no futuro. Assim sendo, a melhor forma de manter o poder, na mente doentia do homem, seria não ter filhos. Boa parte das pessoas do mundo sabe bem como evitar ter filhos indesejados, mas o Conomor não queria pensar em contraceptivos, não. Ele se casava e, assim que a mulher engravidava, dava um jeito de acabar com a vida dela - e de seu bebê também.

E, olhem só como o mundo dá voltas: quem acabou com ele foi o filho de sua primeira vítima, um homem chamado Judael, cuja mãe era esposa do predecessor do Conomor, que ele matou e desposou, mas ela conseguiu escapar antes que ele a matasse.

O Flautista de Hamelin

Um dia, a vila alemã de Hamelin sofria com uma infestação de ratos e, como qualquer pessoa faria, contratou um flautista mágico para tocar uma música que supostamente afastaria os ratos da cidade.

Funcionou, todos os ratos foram embora da comunidade, mas os líderes locais se recusaram a pagar pelos serviços dele. O homem era meio estranho, então quando isso aconteceu ele decidiu se vingar, e repetiu a operação: saiu tocando a flauta e levou junto com ele, atraídas pela música, todas as crianças da cidade.

As crianças nunca mais foram vistas e isso ficou na memória de Hamelin para sempre. Em 1300, um viltral da catedral da cidade fazia menção às crianças e, em 1384, um jornal comenta que fazia 100 anos desde que as crianças haviam desaparecido.

Uma das explicações para esta lenda seria que os moradores a criaram para eternizar a morte de crianças por algum motivo de saúde, como uma epidemia de alguma doença. Ou então, que as crianças foram vítimas da famigerada epidemia de dança que assolou o mundo em 1518 - apesar de que isso aconteceu 200 anos depois dos vitrais.

Historiadores também tentam explicar esta lenda como uma referência à imigração de massa da cidade, em algum período histórico, ou então como resultado da presença de um pedófilo no local, que vitimava as crianças.

João e Maria

Quem não conhece a história dos irmãos que foram atraídos e aprisionados por uma bruxa em uma encantadora casa de docinhos? Na verdade, esta lenda está diretamente conectada a períodos de fome e dificuldades financeiras de muitas famílias na Idade Média, durante os quais as famílias abandonavam seus filhos - ou ao menos alguns deles - para garantir que pelo menos uma parte deles teria algo para comer e na esperança de que alguém fosse acolhê-los.

Infelizmente, até mesmo a bruxa é inspirada em pessoas reais que, encontrando as crianças e desesperadas e famintas, acabavam recorrendo ao canibalismo.

Talvez mais terrível do que a história ficcional, não é?

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