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Mulher confessa estar envenenando marido com ácido bórico no café

Na semana passada, a emissora NBC News noticiou o estranho caso de uma mulher de 70 anos, do bairro Queens em Nova Iorque, que foi presa sob a acusação de envenenar seguidamente o seu marido, adicionando ao seu café algumas pitadas de ácido bórico, um composto químico conhecido por ser usado para matar formigas e baratas.

A história começou em setembro do ano passado, quando Robert Baron percebeu que a comida que sua esposa lhe preparava tinha um sabor esquisito. Além disso, notou também que, após as refeições, ele começou a se sentir mal, com um cansaço tão forte que chegou a dormir algumas vezes por mais de 15 horas seguidas.

Desconfiado de que algo muito suspeito estava acontecendo, Baron, de 63 anos, instalou em segredo uma câmera de vigilância na cozinha. Logo na primeira filmagem, o marido percebeu que a esposa, Suncha Tinevra, com quem é casado há 11 anos, pulverizava seu café com um produto de uma garrafa com tampa vermelha e rótulo amarelo.   

Fonte: James Messerschmidt/Reprodução
O lar do casal (Fonte: James Messerschmidt/Reprodução)

A confissão da esposa

Acionada pelo homem, a polícia apreendeu na casa a garrafa suspeita cujo rótulo revelava um conteúdo de 100% de ácido bórico (para matar insetos), além da cafeteira e o café da casa do casal, para testes. Face às evidências, Tinevra foi presa em flagrante e conduzida à 111ª delegacia.

A promotora distrital do Queens responsável pelo caso, Melinda Katz, afirmou à NBC News que Suncha Tinevra confessou ter colocado o inseticida na bebida do seu marido em “duas ou três ocasiões”. Reconhecendo que só faz isso quando está com raiva, a esposa garante que “só queria lhe dar uma lição”.

Após ter sua confissão de culpa oficialmente registrada, Tinevra foi libertada na sexta-feira (15) sem fiança, mas terá que responder às acusações de tentativa de agressão em 2º grau,  periculosidade imprudente em 2º grau e porte criminoso de arma em 4º grau. Além disso, terá que respeitar uma medida protetiva que a impede de se aproximar do marido.

A promotora Katz destacou que, no presente caso, a violência doméstica extrapolou o abuso mental e físico, com a ré usando de um engodo para propositalmente adoecer seu esposo, que correu o risco de morrer. Se for condenada, Tinevra pode pegar até quatro anos de prisão.

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