Hoje é Dia dos Múltiplos: conheça o mundo misterioso dos gêmeos

Hoje, 18 de março, é Dia dos Múltiplos. Feriado introduzido na cidade de São Paulo em 2007 pelo vereador Adilson Amadeu (PTB), a comemoração da data é uma oportunidade para reflexão sobre um universo misterioso, até mesmo para a ciência, e que tem gerado várias lendas e histórias: o mundo dos gêmeos.

Por ser um assunto misterioso e produzir controvérsias, muito do que se sabe sobre os múltiplos hoje ainda é produto de crenças e tradições culturais passadas de pais e mães para os filhos, tanto sobre o que realmente ocorre no momento da concepção quanto à convivência dos irmãos gêmeos.

Mas o fato de serem gerados em uma mesma gestação, e terem, portanto, a mesma idade, não faz dos gêmeos pares idênticos como muitos pensam. Sim, há gêmeos idênticos, mas há outros totalmente diferentes. Esses desiguais são chamados de dizigóticos, enquanto os similares são os monozigóticos.

Como surgem os gêmeos monozigóticos?

Dietmar Temps/Flickr/Creative Commons/ReproduçãoDietmar Temps/Flickr/Creative Commons/Reprodução

Os monozigóticos são também chamados de univitelinos e considerados gêmeos idênticos. Eles são formados a partir do mesmo zigoto, ou seja, depois que o óvulo foi fertilizado. Por esse motivo, eles possuem o mesmo patrimônio genético: são obrigatoriamente do mesmo sexo e praticamente iguais

Porém, as impressões digitais e outras características fenotípicas (resultantes da interação entre os genótipos e o meio) não são idênticas nesses monozigóticos. Embora todos sejam gerados após a fertilização, 30% dos casos são formados por volta do terceiro dia ao passo que cerca de 70% tem formação um pouco mais tardia, por volta de duas semanas depois.

E os gêmeos dizigóticos?

Fonte: Medical Daily/Pinterest/ReproduçãoFonte: Medical Daily/Pinterest/Reprodução

Já os gêmeos dizigóticos ou bivitelinos, que se originam da liberação de dois ovócitos no momento da ovulação, nascem com a mesma semelhança física e genética que existe entre irmãos não-gêmeos e podem ou não ser do mesmo sexo. Isso ocorre porque são gerados de ovócitos e espermatozoides diferentes. Dessa forma, são chamados de gêmeos fraternos.

Os dizigóticos vêm em duas placentas distintas. No entanto, algumas vezes elas se apresentam tão “coladinhas” que é difícil distingui-las. A gestação de gêmeos bivitelinos é muito comum no caso dos bebês de proveta, em virtude de vários embriões serem introduzidos juntos no útero da mulher, quando pode ocorrer a fixação e o desenvolvimento de múltiplos.

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