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Cargueiro encalha no Canal de Suez e bloqueia abastecimento mundial

Um gigantesco navio porta-contêiner encalhou nesta quarta-feira (24), no Canal de Suez, no Egito, após ser atingido por uma forte rajada de vento, bloqueando uma das principais rotas de abastecimento mundial, entre o mar Vermelho e o mar Mediterrâneo, e causando um grande congestionamento naval na península do Sinai. Oito barcos menores tentaram rebocar o cargueiro.

Fonte: Suez Canal Authority/Reuters/ReproduçãoFonte: Suez Canal Authority/Reuters/Reprodução

O navio, chamado Ever Given, tem 220 mil toneladas, 400 metros de comprimento por 59 metros de altura (quase o tamanho do Empire State Building em Nova Iorque), dimensões que permitem classificá-lo como um meganavio. A embarcação pertence à empresa de leasing japonesa Shoei Kisen, e opera atualmente a serviço do conglomerado taiwanês Evergreen Group.

Construído em 2018, o meganavio tinha como destino o porto de Rotterdam, na Holanda, quando a forte ventania o fez encalhar em uma das margens do canal. Segundo o The New York Times, mais de uma centena de navios ficaram em um congestionamento em cada extremidade do canal de quase 200 quilômetros.

As possíveis consequências de um bloqueio no Canal de Suez

Navios no Navios no "congestionamento" (Fonte: Platts cFlow/Reprodução)

Falando ao The Times, o fundador do site de notícias sobre ocorrências marítimas gCapitan, John Konrad, explicou que cerca de 90% de todas as mercadorias do mundo são transportadas em navios, o que significa que o acidente "não poderia ter ocorrido em um lugar pior, e o momento é péssimo também", possivelmente referindo-se à pandemia.

Como o Suez representa um importante gargalo estratégico no sentido leste-oeste, entre os navios retidos deverão estar petroleiros responsáveis pelo transporte de cerca de um décimo do consumo mundial de petróleo em um dia, segundo a pesquisa de mercado Kpler. Sem contar as demais cargas com prazos estipulados para entrega.

Fonte: ANP/ReproduçãoFonte: ANP/Reprodução

"Um enxame de rebocadores" trabalham, segundo a CNN, nas tentativas de restaurar a navegabilidade do canal, e as autoridades egípcias esperam desencalhar o navio "dentro de horas", embora analistas temam que a operação possa levar mais tempo.

Porém, se o navio não for libertado em alguns dias, o fechamento do canal poderá representar mais uma tragédia para a já combalida indústria naval dentro do cenário da pandemia. Para nós, consumidores, isso poderá significar, atrasos, falta de produtos e mercadorias nos mercados e um consequente aumento de preços.

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