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Vídeo de Elizabeth II saudando Hitler e os segredos da família real

Sem jamais possuir nenhum tipo de ligação formal com Adolf Hitler, a família britânica sempre viveu sob o fantasma no nazismo, que se materializava na forma de simpatizantes e admiradores do Führer presentes no cotidiano da rainha Elizabeth II. O próprio esposo da monarca, o recém-falecido príncipe Philip, era cunhado de três figurões do Partido Nazista na Alemanha.

Príncipe Philip (Fonte: The Times/Reprodução)Príncipe Philip (Fonte: The Times/Reprodução)

Mesmo evitando habilmente a presença das irmãs de Philip, Margarita e Sophie, no casamento dos dois em 1947, ocorrido dois anos após o final da Segunda Guerra Mundial, Elizabeth não conseguiu se desvencilhar da pecha de aliada do nazismo. Por sinal, a outra irmã de Philip, Cecile, morreu dez anos antes, ocasião em que o príncipe consorte, então com 16 anos, foi recebida na Alemanha com a saudação nazista “Heil”.

Quem nunca fez questão de esconder sua simpatia pelo partido alemão foi o tio de Elizabeth, o rei Edward VIII. Depois de abdicar do trono para se casar com a americana Wallis Simpson, Edward, que dizia ser Hitler a única esperança para combater o tão ameaçador comunismo, visitou o ditador em 1937, com a nova esposa, para uma estadia em seu chalé na Áustria.

Elizabeth e família fazendo a saudação nazista

Embora Elizabeth II sempre tenha reafirmado a lealdade do tio para a causa britânica, uma reportagem do jornal The Sun de julho de 2015 trouxe estampada na capa uma imagem da rainha, então com seis anos de idade, ao lado da irmã mais nova Margaret, da mãe e do tio Edward, todos fazendo a fatídica saudação nazista.

Retirada de um vídeo pessoal da rainha, também publicado no YouTube, a cena em preto e preto se passa no castelo de Balmoral, onde a família real britânica passa as férias. A realeza reagiu logo, dizendo através de um porta-voz que estava profundamente decepcionada, não com a cena, mas com a utilização de um vídeo “do arquivo pessoal de Sua Majestade”.

Fonte: Wikimedia CommonsFonte: Wikimedia Commons

Stig Abell, editor-executivo do The Sun, defendeu a publicação da imagem, dizendo que tudo foi feito “de maneira apropriada e responsável, a serviço do interesse público”. Abell justifica a divulgação afirmando que Edward VIII se tornaria rei em 1936, viajando para Alemanha em 1937, e afirmando até sua morte em 1972 que “Hitler não foi um mau sujeito”.

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