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Como parar de ter lembranças embaraçosas e memórias ruins?

Nem sempre a reflexão é uma ação voluntária e muitas vezes nosso inconsciente automaticamente nos leva a pensamentos ruins sobre o passado, geralmente relacionados a momentos constrangedores que queremos esquecer ou sobre lembranças que nos afetam negativamente. Infelizmente, esse tipo de situação é muito mais comum do que se pensa e pode acontecer de madrugada durante a insônia ou em momentos alegres com amigos, dando uma sensação de um ciclo infinito de vergonha.

Essas memórias afetam de forma diferente as pessoas, alternando em graus de trauma que podem indicar reações mais severas — como a ansiedade — ou mais leves, dependendo tanto da forma com que o fato ocorreu quanto com a sensação que ele causa. Assim, a repetição das lembranças funciona como uma espécie de teste, levando a pessoa a encarar na esportiva um típico fato "seria cômico se não fosse trágico" ou a ver reflexos em seu corpo e mente, como suor, tensão, medo e uma vontade de se esconder.

Diante desse cenário, é possível enfrentar esses pensamentos? É possível treinar o psicológico para evitar impactos mais severos e marcas profundas em si? Bom, essas respostas podem estar intimamente relacionadas à ação do hormônio ocitocina ou à prática diária da autocompaixão, que permite que as pessoas se julguem com uma perspectiva dos outros, ou seja, capazes de cometer erros e reconhecer o significado de "ser humano".

Ocitocina e a dor emocional

Apesar de o hormônio ocitocina estar relacionado ao desenvolvimento de emoções positivas como empatia, apego e bem-estar social, pesquisas sugerem que ele traz potencial para incorporar memórias negativas especialmente em pessoas com SAD (transtorno de ansiedade social), impulsionando a dor emocional e modulando sensações de medo em efeitos de intensificação ou amplificação.

(Fonte: iStock / Reprodução)(Fonte: iStock / Reprodução)

Para evitar esses níveis de estresse social e se afastar de potenciais transtornos de depressão ou ansiedade que possam surgir com o advento das memórias ruins em diferentes graus, faz-se necessário combatê-los de forma a não afastar tais memórias, mas sim encará-las com positividade, seja escrevendo em um diário, repetindo mantras de fortalecimento, praticando a concentração e outras atividades e desenvolvendo habilidades físicas, visto que elas são a linha de frente no combate a sintomas depressivos.

Pensar em momentos de erro e constrangimento é natural, mas saber diferenciá-los e monitorá-los com sabedoria e força de vontade é essencial para gerar uma vida saudável, leve e com menos cargas negativas.

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