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Cadija: quem foi a rica comerciante e 1ª mulher de Maomé?

Cadija nasceu no século VI d.C., era filha de mercadores da tribo coraixita que governava a região de Meca, na atual Arábia Saudita. Alguns antigos relatos islâmicos a caracterizam como uma mulher nobre e resoluta, que exigia um alto nível de respeito em sua tribo.

(Fonte: Shutterstock/ Reprodução)(Fonte: Shutterstock/ Reprodução)

A riqueza de Cadija veio da fortuna do pai. No entanto, continuou fazer negócios envolvendo o comércio após a morte de seus progenitores e, segundo as tradições sunitas, depois de se tornar viúva de seus dois primeiros maridos.

Quando se tornou esposa do profeta Maomé, Cadija já tinha ganhado sucesso e respeito por conta própria. Além disso, ampliando os domínios que herdara, controlava uma das rotas comerciais mais importantes para as caravanas que transportavam mercadorias na região. Ela é considerada a primeira muçulmana, pois, como diria o próprio Maomé, ela acreditou nele antes que ele mesmo acreditasse.

O casamento com Maomé, o empregado

Quando cada um de seus dois primeiros maridos morreu, Cadija superou a dor e seguiu com a vida, cuidando dos filhos e se desdobrando para gerenciar o bem-sucedido negócio de caravanas. Claro que dado o tamanho de sua “empresa”, ela contava com muitos funcionários para ajudá-la. 

Quando tinha cerca de 40 anos, era muito conhecida em toda a Arábia como uma mulher independente, inteligente e poderosa. Além disso, muitos homens queriam trabalhar ao seu lado.

Representação de Cadija e Maomé. (Fonte: Wikipedia/Reprodução)Representação de Cadija e Maomé. (Fonte: Wikipedia/Reprodução)

Curiosamente, quando decidiu contratar alguém para o cargo de agente, uma importante função, visto que essa pessoa seria os "seus olhos", acompanhando as caravanas, escolheu um simples jovem trabalhador com boa reputação para o cargo, e não alguns dos muitos homens que buscavam avidamente um emprego junto a ela.

Nessa época, Mohammad, ou Maomé, tinha apenas 25 anos e se deu bem no emprego. Em pouco tempo, Cadija chegou à conclusão de que o jovem e inteligente rapaz era ideal para ser seu novo marido. Foi aí que ela propôs o casamento a Maomé.

Embora a diferença de idades entre um e outro fosse de 15 anos, Maomé teve 6 filhos com Cadija, porém, apenas a menina, de nome Fátima, viveu até a idade adulta.

Maomé continuou com seu cargo junto às caravanas. Ambos viviam relativamente felizes até que suas vidas foram completamente transformadas pelas revelações recebidas por ele relacionadas ao Alcorão.

(Fonte: Wikipedia/ Reprodução)(Fonte: Wikipedia/ Reprodução)

Cadija morreu em 650 d.C. Nesse mesmo ano, Maomé também perdeu seu tio, por isso sempre se referia ao período como o “Ano da Tristeza”. O profeta mais tarde chegou a dizer que:

“Ela acreditou em mim quando ninguém mais acreditou; ela aceitou o Islã quando as pessoas me rejeitaram; e ela me ajudou e consolou quando não havia mais ninguém para me dar uma 'mãozinha'.

Mesmo que Cadija tenha vivido apenas os primeiros momentos do nascimento do mundo muçulmano, ela é considerada uma figura fundamental e central da história do Islã, servindo de inspiração para as mulheres que seguem a religião.

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