2 casos de pessoas que morreram pelos próprios protestos

11/06/2023 às 12:002 min de leitura

Em 1215, no século XIII, o sistema feudal mantinha muitos dos ingleses servos dos senhores feudais. A maioria dos barões, descendentes dos invasores normandos de 1066, ressentiam de serem súditos de uma monarquia tão poderosa. Com isso, em uma tentativa de fazer a paz, a Magna Carta deu a esses barões proteção legal contra o regime monárquico arbitrário.

A maioria dos ingleses ficou sem direitos individuais e os barões acabaram lançando uma insurreição contra o rei João I da Inglaterra. Esse foi um dos protestos mais antigos documentados, mostrando que a luta contra os poderosos é uma tradição que remonta gerações, bem como uma grande arma de transformação social.

O ato de protestar mudou o mundo e ainda continua, mas nem sempre é pelos motivos certos. Esses são dois casos de pessoas que morreram pelos próprios protestos.

1. Emily Davison (1913)

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Apesar de todas as bandeiras e causas essenciais que as sufragistas ergueram, sobretudo no início do século XX, muitas delas também foram contaminadas por aspectos extremistas do movimento. Na Inglaterra, elas fizeram campanha usando bombas, causando incêndios criminosos e repetidas tentativas de matar o primeiro-ministro.

Em junho de 1913, a sufragista Emily Davison mostrou que estava disposta a fazer tudo em prol de uma causa quando invadiu a pista da famosa corrida de cavalos Epsom Derby para tentar colocar um lenço em um dos animais como forma de protesto. Como resultado, ela foi atingida pelo cavalo do rei George V, chamado Anmer, causando sua morte alguns dias depois.

Embora ninguém saiba o exato motivo pelo qual Davison tomou essa atitude, ela já era conhecida por seu comportamento imprevisível. Uma vez, a mulher havia se escondido em um armário na Abadia de Westminster.

Saiba mais: Emily Davison: a mulher que se sacrificou publicamente pelo direito ao voto

2. Philip A. Contos (2011)

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

De acordo com um levantamento do Centro de Controle de Doenças (CDC), o uso do capacete para motociclistas salva mais de 1.800 vidas a cada ano.

Philip A. Contos era um caminhoneiro, motociclista e gostava de atividades ao ar livre, quando decidiu deixar seu capacete em casa para exercer sua "liberdade" em não usá-lo, durante um protesto contra o uso dos capacetes, em 2011.

Ele pilotava sua Harley em meio aos manifestantes quando teve que frear muito rápido para evitar uma colisão, acabou caindo da moto e morreu. Durante a autópsia, os médicos legistas informaram à imprensa que o homem teria sobrevivido se estivesse usando o capacete.

Philip foi um de 550 motociclistas no 11º encontro da American Bikers Aimed Toward Education (ABATE), que faz o mesmo protesto todo 4 de julho. Diferente do que você pensa, o ABATE não é um grupo formado para se opor aos capacetes, mas à lei de que o não uso deles causa mais acidentes. Segundo um porta-voz do movimento, a lei não impediu a morte de Philip, na verdade, a causou.

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