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'Apartamentos públicos' abrigam 80% da população de Singapura

Considerado uma das melhores soluções para o problema da moradia em todo o mundo, o sistema de habitação pública de Singapura está entre os pilares da transformação da ilha pobre em uma das nações mais ricas do planeta. O modelo começou a ser desenvolvido antes da independência do país.

Aproveitando os terrenos públicos, a agência governamental Housing and Development Board (HDB) deu início à erradicação das favelas em meados da década de 1960. A população foi reassentada em prédios de baixo custo que, com o passar do tempo, ficaram altamente valorizados.

Dados do governo apontam que 80% da população de Singapura vive nos “apartamentos públicos”, atualmente, mostrando o sucesso do projeto que funciona de forma diferente de outros territórios. Nos Estados Unidos, por exemplo, as moradias públicas são alugadas para pessoas de baixa renda, idosos e pessoas com deficiência.

(Fonte: Getty Images/Reprodução)(Fonte: Getty Images/Reprodução)

Já na ilha do sudeste asiático, as habitações públicas são arrendadas pelo governo para praticamente qualquer pessoa interessada. No entanto, adquirir um imóvel nestes conjuntos habitacionais tem sido cada vez mais difícil, diante da grande concorrência.

Como são os apartamentos públicos?

Desde 1960, mais de 1 milhão de unidades de habitações públicas de Singapura foram construídas e novos conjuntos seguem sendo erguidos. Os apartamentos estão disponíveis em diferentes modelos, como os mais simples, de dois quartos, e aqueles com adicionais como varanda e escritório.

Há também as opções para famílias maiores, incluindo quatro quartos e três banheiros, e os apartamentos comunitários para idosos, com piso antiderrapante e corrimões. E após a aquisição, o proprietário pode mudar o interior da casa conforme suas preferências e necessidades, desde que não comprometa a estrutura do edifício.

(Fonte: Getty Images/Reprodução)(Fonte: Getty Images/Reprodução)

Em geral, os apartamentos públicos fazem parte de grandes blocos de prédios construídos para incentivar a interação social e a integração. Eles costumam ter academias, playgrounds, hortas comunitárias e outros espaços de uso comum, além de ficarem próximos a estações de metrô, escolas, bancos, hospitais e shoppings.

No modelo atual, os compradores das habitações públicas de Singapura assinam um contrato de arrendamento de 99 anos, podendo viver na residência ou alugá-la. Existe também a possibilidade de revenda do imóvel após cinco anos.

Preço recorde

Embora tenham sido desenvolvidos para a população de baixa renda, os apartamentos do governo de Singapura estão ficando cada vez mais caros na revenda. Em junho, uma unidade de quatro quartos no cobiçado bairro de Tiong Bahru foi vendida pelo equivalente a US$ 1,1 milhão (R$ 5,3 milhões pela cotação atual), um recorde para a modalidade.

Para a compra junto ao governo, as pessoas interessadas precisam ter 35 anos, no mínimo, se solteiras, serem cidadãs ou viverem com um cidadão, ou residente fixo, da cidade-estado se casadas, e não ultrapassarem um determinado limite de renda. Em 2022, foram registradas 117.251 candidaturas para o financiamento contra apenas 23.184 imóveis disponíveis.

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