Astrônomos acreditam ter descoberto a estrela mais antiga do universo
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Astrônomos acreditam ter descoberto a estrela mais antiga do universo

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A notícia que foi divulgada na semana passada no site Live Science revela que astrônomos acreditam ter descoberto o que deve ser a estrela mais antiga do universo conhecida até hoje. Segundo os cientistas da Australian National University, a estrela deve ter se formado pouco depois do Big Bang que ocorreu há 13,8 bilhões de anos.

O corpo celeste – que se chama SMSS J031300.362670839.3 – está a 6 mil anos-luz da Terra e se formou a partir dos restos de uma estrela ainda mais antiga que tinha 60 vezes a massa do Sol. Anna Frebel, astrônoma do MIT, revela que, apesar de não saber a idade real do astro, estima-se que a estrela tenha pelo menos 13 bilhões de anos.

Imagem mostra a localização da estrela mais antiga já encontrada no universo. Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

“Essa é a primeira vez que conseguimos afirmam sem ambiguidades que encontramos a impressão digital química de uma antiga estrela. Esse é um dos primeiros passos para entender como elas eram. O que essa estrela nos permitiu é gravar a impressão digital das antigas estrelas”, explica Stefan Keller, pesquisador do ANU Research School of Astronomy and Astrophysics.

Outra característica muito interessante descoberta por Keller e sua equipe é que o corpo celeste descoberto tem uma composição inesperada. Os astrônomos acreditavam que estrelas como a que deu origem à SMSS J031300.362670839.3 teriam morrido em enormes explosões de supernovas que teriam espalhado grandes quantidades de ferro no espaço.

Porém, as análises realizadas até então mostraram que a composição da SMSS J031300.362670839.3 não contém ferro. Em vez disso, o corpo celeste apresentou elementos mais leves, como o carbono. “Isso indica que a explosão da supernova que gerou as primeiras estrelas surpreendentemente tinha baixa energia. Embora fosse suficiente para desintegrar uma estrela antiga, quase todos os elementos pesados, como o ferro, teriam sido consumidos por um buraco negro que se formou no centro da explosão”, explica Keller.

Fonte da imagem: Shutterstock

Os cientistas também descobriram que a composição da mais antiga estrela já descoberta é bastante diferente do Sol: “Para fazer uma estrela como o Sol, é preciso pegar ingredientes básicos como o hidrogênio e o hélio do Big Bang e adicionar uma quantidade enorme de ferro – o equivalente a cerca de mil vezes a massa da Terra. Já para fazer essa estrela, é preciso de um asteroide de ferro maior do que a Austrália e muito carbono. É uma receita bem diferente que nos diz muito sobre a natureza das primeiras estrelas e a maneira como elas morreram”, comenta o cientista.

Frebel explica que por causa de sua baixa massa, a estrela – que se encontra na Via Láctea – ainda tem muito tempo de vida. Keller e sua equipe encontraram a SMSS J031300.362670839.3 com o telescópio ANU Sky Mapper, que fica na Austrália, e confirmaram suas observações com o telescópio Magellan, localizado no Chile.

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