Você nunca vai adivinhar os nomes verdadeiros destes 5 países
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Você nunca vai adivinhar os nomes verdadeiros destes 5 países

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Já parou para pensar nas inúmeras diferenças linguísticas e simbólicas que existem pelo mundo afora? Por exemplo, há algumas palavras que ditas em outros idiomas podem soar como palavrões em português, assim como alguns gestos que parecem inofensivos no Brasil, mas que podem arranjar muita confusão no exterior.

Além desses casos, ainda existe o problema dos estrangeirismo e adaptações que deixam tudo mais confuso – sem contar a predominância do inglês como língua comum entre vários países. Grande parte dos nomes de locais do Oriente foi modificada antes mesmo de chegar aos nossos ouvidos, sendo que foram poucos os que permaneceram próximos ao original em sua língua materna.

Hoje em dia, é pouco provável que alguém utilize o nome verdadeiro de locais como a China ou a Suécia, por exemplo. Todavia, ainda assim, estes cinco lugares vão te deixar muito indignado. No final, você confere um fato curioso sobre a origem do nome “Brasil”.

1. China

É estranho que uma das civilizações mais antigas e tradicionais no planeta continue sendo chamada de maneira errada até os dias de hoje. O nome verdadeiro do local é zhong guo (se pronuncia “jong gwo”), tendo em comum o nome pelo qual o conhecemos apenas o número de sílabas.

Entretanto, a gafe vem de muito antes dos tempos modernos. Historicamente, a palavra “China” possui origens persas e sânscritas.

2. Escócia (Scotland em inglês)

Muitas pessoas esquecem que em raiz a Escócia não é um país falante de inglês – mesmo que eles tenham um sotaque interessante e bem forte. Vale destacar que a crise de identidade do local começou muito antes de sua integração com o Reino Unido.

O nome real da Escócia é “Alba” e possui origem no galês – a língua dos habitantes que viviam por lá antes que o inglês se tornasse a língua predominante. O mais interessante é que “Scotland” (Escócia em português brasileiro) não deriva de uma palavra em inglês, mas sim de uma frase em latim: “scoti”, que pode ser traduzida literalmente como “a terra dos galeses”.

3. Egito

Assim como a China, o Egito foi o lar de uma civilização antiga que mudou o rumo da História. Porém, ele foi conquistado e reconquistado várias vezes, fazendo assim com que pouco restasse dos habitantes originais da raça egípcia.

Embora o nome oficial do país seja Al-Misr, ele é apenas um produto decorrente da maioria dos falantes de árabe que controlam a região; já a palavra “Egito” possui raízes do grego e do francês médio.

4. Geórgia

O nome popularmente difundido por grande parte das nações do mundo, Geórgia, vem do persa (gurji) e transmitido por meio dos árabes (jurj). Entretanto, ele sofreu influências do prefixo grego (georg-), o que fez com que muitas pessoas relacionassem o local com o santo São Jorge.

Na realidade, o nome da nação é “Sakartvelo”, sendo que seus habitantes são conhecidos como qartvelebi, tendo como língua o qartuli. Os termos são derivados do nome de um lendário chefe pagão conhecido como Kartlos, que é visto como o pai do povo georgiano. Um fato curioso é que “Geórgia” está escrito oficialmente na constituição do país, deixando tudo mais confuso.

5. Suécia (Sweden em inglês)

Se você alguma vez já assistiu a Muppets, não é difícil associar a Suécia ao Cozinheiro Sueco, mesmo que não tenha absolutamente nada nele que indique sua nacionalidade. Além disso, ele inventou a palavra “bork”, que não significa nada em idioma algum.

Assim como fez o personagem ao criar seu próprio termo, na verdade “Sweden” (Suécia em português brasileiro) nem é algo que existe na língua sueca (originalmente conhecida como “svenka”) – quem sabe não é por isso que não dá para entender quase nada do que o chef diz? O nome real do país em sua língua materna é “Sverige”, que se pronuncia como “sver-re-ga”.

Bônus

A origem do nome “Brasil”

Embora todos aprendamos na escola que a origem do nome “Brasil” advém das árvores de pau-brasil, o termo é muito mais antigo. A palavra “Hy-Brazil” era conhecida na literatura celta e gaulesa desde o século 8 d.C, estando escrita em inúmeros mapas ancestrais do Oceano Atlântico.

O vocábulo designava uma ilha mitológica irlandesa que também foi buscada por ingleses e franceses, mas sem nenhum tipo de sucesso. Reza a lenda que a ilha ficava oculta dos olhos humanos por uma espessa camada de neblina, mas que ficava visível por um dia a cada sete anos — ainda que fosse impossível alcançá-la.

O nome da ilha é derivado do irlandês “Hy-Breasail” (ilha de Breasal), um druida e mago de sidhe – um termo gaélico que se refere as pequenas colinas habitadas por seres da natureza. Entre 484 e 577, o santo navegador, São Brandão, teria descoberto e residido na prometida ilha de Hy-Brazil.

Seus escritos descrevem o local como uma terra de vegetação vasta e animais raros – parecida com a forma como os Europeus falaram do Brasil pela primeira vez. Portanto, não é difícil de imaginar que os portugueses tenham nomeado o local em homenagem à ilha prometida buscada por diversas nações, mas encontrada apenas por poucos.

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