5 curiosidades infames sobre os samurais que você talvez desconheça
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5 curiosidades infames sobre os samurais que você talvez desconheça

Equipe MegaCurioso
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1 – Eles testavam espadas com modelos vivos

Imagine que você é um samurai que recebe uma espada novinha em folha. Qual seria a primeira coisa que você ia querer fazer? Testar o seu brinquedinho novo fatiando uma porção de coisas, certo? Pois os samurais — evidentemente — testavam suas katanas, afinal eles ganhavam a vida atuando como guerreiros. O problema é que, algumas vezes, pessoas eram usadas para que as armas fossem postas à prova.

Já pensou se eles errassem o golpe?

O teste de espada recebe o nome de Tameshigiri e normalmente envolve o corte de bambus e rolos de tatames feitos de palha. Entretanto, no passado, as lâminas recém-forjadas podiam ser provadas cortando os corpos de criminosos condenados. E a parte “fatiada” dependia da gravidade do crime cometido; assim, podia acontecer de o coitado participando do teste perder um braço ou uma perna — ou simplesmente ser cortado ao meio pelo samurai.

2 – Eles praticavam o arco e flecha atirando em cães

Apesar de a katana ser a arma mais comumente associada aos samurais, eles eram mestres em outras modalidades também, incluindo o arco e flecha. Pois um de seus treinamentos, conhecido pelo nome Inuoumono, envolvia perseguir cães em um circuito fechado enquanto os guerreiros — a cavalo — tentavam atingir os pobres animais.

Pobrezinhos dos cachorros

O problema é que, com o tempo, a prática do inuoumono se tornou incrivelmente popular e acabou dando origem a torneios organizados entre samurais e nobres japoneses — que atiravam nos cães por puro esporte. Para a sorte de alguns dos bichinhos, existiam flechas que tinham as pontas cobertas com uma proteção, assim os animais não eram mortos.

Mas não pense que isso era uma medida de proteção para os cachorros. Na verdade, as flechas recebiam essa cobertura para que os samurais não fossem obrigados a encontrar cães contra os quais atirar com tanta frequência.

3 – Eles matavam para se divertir

Bem, além dos testes acima, os samurais ainda praticavam o Tsujigiri, ou seja, eles punham à prova um novo golpe ou katana atacando uma pessoa aleatória e desavisada, quase sempre à noite. Acontece que, durante o período Sengoku — compreendido entre os anos de 1467 e 1600 —, o Tsujigiri caiu no oba-oba e começou a ser usado pelos samurais como desculpa para sair matando pessoas indiscriminadamente.

Pense no azar...

Esses atos eram ilegais, obviamente, mas existem poucos registros de samurais que chegaram a ser presos por cometer assassinatos. A razão disso provavelmente está no fato de as mortes ocorrerem na calada da noite e a única testemunha envolvida na matança ser a vítima da katana.

4 – Eles matavam quem se metia com eles

Digamos que um samurai fosse pego praticando o Tsujigiri ilegalmente. Ele podia alegar que estava exercendo o Kiri-sute gomen, ou seja, seu direito de eliminar qualquer pessoa de uma classe mais baixa que lhe faltasse com o respeito, incluindo outro samurai. Só que havia duas condições básicas para que o privilégio pudesse ser empregado: a execução deveria acontecer no ato do insulto, e era necessário que houvesse uma testemunha.

Esse coitadinho aí que não ia dar com a língua nos dentes!

Só que os samurais contavam com ajudantes, e esses caras não iam querer correr o risco de perder a cabeça por contrariar seus mestres, não é mesmo? Sendo assim, os guerreiros basicamente tinham desculpa para “apagar” quem quer que tivesse a ousadia de se meter com eles.

5 – Se eles cometessem suicídio, as esposas tinham que cometer também

Como você já deve saber, os samurais praticavam o Seppuku, o suicídio cometido por guerreiros que desejavam preservar sua honra em face de uma derrota certa, e o ritual envolvia cravar uma lâmina nas entranhas e fazer um corte da esquerda para a direita. Até aí, tudo bem! Afinal, o samurai preferia derramar o próprio sangue a se tornar prisioneiro e ser torturado por seus inimigos.

Repare nas pernas amarradas da mulher acima

Acontece que as esposas dos samurais que praticavam o seppuku — ou que aprontassem algo muito grave — também tinham que cometer suicídio. No caso delas (que não tinham nada a ver com o fato de os maridos terem perdido batalhas ou serem canalhas), o ritual se chamava Jigai e envolvia cortar as artérias do próprio pescoço com um só golpe de punhal.

Como se fosse pouco, antes de passar a faca no pescoço, as mulheres tinham que amarrar as próprias pernas para que elas ficassem unidas, de forma que, depois que as suicidas caíssem mortas, elas não fossem encontradas em uma posição deselegante e suas partes íntimas ficassem expostas.

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