Cientistas podem ter descoberto a verdadeira poção do amor

Cientistas podem ter descoberto a verdadeira poção do amor

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Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/Discovery)

Odores naturais do corpo humano realizam papéis muito mais importantes na escolha de parceiros para um relacionamento do que podemos imaginar. Na realidade, com o intuito de medir a magnitude dessa importância “olfativa”, um grupo de pesquisadores resolveu realizar uma pesquisa para provar que uma substância produzida artificialmente pode aumentar significativamente as chances de um solteiro conseguir um par amoroso.

Não se trata de um filme de romance ou de um conto de fadas, mas o que os cientistas envolvidos neste experimento tentam fazer é descobrir a boa e velha poção do amor. E isso é sério mesmo, como mostram os resultados da pesquisa publicada no veículo científico Proceedings of the Royal Society B.

As descobertas afirmam que as pessoas são apegadas ao seu próprio odor corporal e são muito mais suscetíveis a cheiros que se aproximem do que estão acostumadas a sentir em si mesmas. Esse reconhecimento só é feito pelo organismo em nível de subconsciência, por isso não se trata exatamente daquele cheirinho que fica depois de uma hora na academia em um dia quente... São outros os fatores que contribuem para a percepção do odor.

A principal mente por trás desta pesquisa é o doutor Manfred Milinski do Instituto Max Planck de Biologia Evolucionária (Max Planck Institute for Evolutionary Biology). “Quando você for comprar um perfume, é preciso que você seja muito seletivo para conseguir identificar exatamente o odor que encaixe com seu sinal original — o que é determinado por uma quantidade de genes”, diz o Dr. Milinski. “As pessoas levam muitos e muitos anos até que consigam encontrar o ‘seu perfume’ correto”, conclui.

Não é feitiçaria, é tecnologia

(Fonte da imagem: iStock)
Para poder realizar o estudo, Milinski e sua equipe criaram perfumes com moléculas sintéticas, associadas a algumas estudantes que se voluntariaram para o processo. As voluntárias foram orientadas a tomar banhos utilizando um sabonete especial e, depois, elas deveriam usar um tipo específico de desodorante.

Ao término dos testes, as estudantes deveriam sentir o cheiro que ficou em cada uma delas e escolher o que mais tivessem gostado. Cada uma das mulheres escolheu exatamente o odor que foi produzido sinteticamente, de maneira a reproduzir o seu próprio cheiro.

Será que futuramente encontraremos uma boutique de perfumes, na qual poderemos escolher uma “poção” de acordo com o biotipo da pessoa que estamos procurando? Isso seria incrível!

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