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SUS: veja como são os sistemas de saúde de outros 5 países

Atendendo a mais de 150 milhões de pessoas, o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro é considerado um dos maiores do mundo. A capilaridade (já que ele chega a 80% dos moradores do país) é considerada um dos fatores de sucesso do programa. Além das consultas, os pacientes têm acesso a remédios, procedimentos cirúrgicos, serviços de urgência e emergência e mais.

Inspirado no National Health System (NHS) do Reino Unido, o SUS foi criado durante a Assembleia Constituinte em 1988. Referência para países vizinhos da América Latina, o SUS também é observado por pesquisadores da Europa e América do Norte. O programa já foi elogiado, inclusive, pelo cientista Richard Dawkins, que foi atendido no Brasil, em 2015, após um acidente em São Paulo.

Veja, a seguir, uma comparação do Sistema Único de Saúde com 5 países do mundo.

1. Reino Unido

O país que serviu de inspiração para o Brasil realmente possui o sistema universal de saúde mais parecido com o nosso. O NHS foi fundado em 1948 e é ramificado para três nações: Inglaterra, Escócia e País de Gales. Apesar do mesmo nome, cada país opera o seu programa de forma independente.

Assim como o SUS, o NHS é gratuito para todos os cidadãos que estão em solo britânico, sejam eles nascidos por lá, imigrantes legais e ilegais. Para se ter uma ideia, é o NHS que tem vacinado as pessoas contra o coronavírus, incluindo os membros da Família Real e o primeiro-ministro, Boris Johnson.

Apesar de bastante elogiado mundo afora, chegando a receber honrarias como o melhor sistema de saúde do mundo, pesquisadores já apontaram que o programa precisa melhorar na prevenção de mortes precoces, por exemplo.

NHS

2. França

A França também possui um sistema de saúde universal financiado em grande parte pelo Estado. Apesar disso, ele não é gratuito, já que os franceses precisam obrigatoriamente pagar um seguro para custear a manutenção do benefício.

Parecido com o Brasil, os pacientes são consultados primeiro por um clínico geral antes de serem encaminhados para um especialista. O programa foi criado oficialmente em 1945, mas o país trabalha questões de saúde pública desde o final do século XIX.

França

3. Portugal

Portugal possui o Sistema Nacional de Saúde (SNS), mas diferentemente de França e Inglaterra, os portugueses pagam os tratamentos médicos, consultas e exames. Uma visita a um especialista custa cerca de 7 euros (R$ 46 na cotação atual), enquanto uma consulta de urgência básica custa em torno de 14 euros (R$ 93 na cotação atual).

Muitas pessoas que moram em Portugal, nascidos lá ou imigrantes, são isentos das chamadas “taxas moderadoras”. Esse é o caso de grávidas, pessoas com até 17 anos, bombeiros, militares e outros públicos. Os médicos da família são muito populares na nação do mediterrâneo, o que promove uma grande integração entre o profissional, pacientes e familiares.

Portugal

4. Estados Unidos

Diferentemente do que muita gente pensa, os Estados Unidos possuem um sistema público de saúde. A diferença para os outros países citados, incluindo o Brasil, é que o programa não é universal e atende somente uma parcela pequena da população. A maior parte dos norte-americanos é atendida pelo sistema privado de saúde, que exige do paciente um convênio médico.

Um dos principais problemas da saúde no país da América do Norte é que muitos procedimentos não são cobertos pelo convênio, o que faz com que as pessoas tenham que gastar verdadeiras fortunas dependendo do problema.

O programa Obamacare, criado pelo ex-presidente Barack Obama, tentou regular o sistema de convênios, criando regras para as seguradoras. Após 10 de sua aplicação, a saúde no país ainda é alvo de críticas por não realizar uma cobertura universal e continuar fazendo com que famílias tenham que arcar com milhares de dólares para custear internações e cirurgias, por exemplo.

Estados Unidos

5. Argentina

Na vizinha Argentina os pacientes também possuem acesso aos setores público e privado de saúde. O sistema público é parecido com o Brasil, sendo universal e gratuito. A questão é que ele atende somente cerca de 37% dos argentinos, geralmente os mais pobres, mas fornece vacinas, consultas, exames e cirurgias.

A maior parte dos hermanos (51%) se consulta no sistema de “obras sociales”, que são entidades privadas mantidas por sindicatos que oferecem atendimento a trabalhadores. Esses serviços são pagos e os valores são obtidos diretamente do salário dos funcionários.

A outra parte do sistema funciona com base na “medicina prepaga”, que são espécies de planos de saúde. Os hospitais e clínicas privadas cobrem a atenção médica, internação e medicamentos.

Argentina

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