Pesquisadores australianos encontram meteorito mais velho do que a Terra
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Pesquisadores australianos encontram meteorito mais velho do que a Terra

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Pesquisadores australianos encontraram, no país, um fragmento de meteorito que pode ser mais velho do que a própria Terra. Phil Bland e Robert Howie, os responsáveis pela descoberta, acreditam que o pedaço de rocha possui mais de 4,5 bilhões de anos, idade aproximada do surgimento do nosso planeta.

Segundo eles, o artefato pode contribuir para as pesquisas no sentido de descobrir a origem do universo. O objeto deve passar por diversos estudos aprofundados para que se esclareçam as dúvidas e os mistérios que o cercam. A rocha de 1,7 kg foi localizada no dia 1º de dezembro do ano passado, três dias após os pesquisadores iniciarem as buscas da bola de fogo avistada no céu.

O Outback, região desertica do interior australiano

Ela caiu em um local no sul da Austrália e foi testemunhada por moradores das regiões de William Creek e Maree, além dos equipamentos e dos responsáveis pelo monitoramento do céu do “Outback”, como é conhecido o deserto do interior australiano. Assim que iniciada, a busca foi intensa e por pouco não teve um desfecho infeliz no qual o fragmento poderia ter sido perdido.

Buscando o meteorito: tecnologia, equipe especializada e muita sorte

Depois que os cientistas avistaram a bola de fogo no céu, iniciou-se a difícil empreitada para tentar encontrar o material advindo do espaço. No entanto, a operação de busca, pode-se dizer, começou logo que o objeto entrou na atmosfera terrestre, já que a observação inicial feita pelos equipamentos no deserto foi essencial para o sucesso em recuperar o pedaço de rocha.

Ao todo, 32 câmeras remotas de observação, muitos cálculos geográficos complicados, um veículo aéreo de investigação, um drone, dois pesquisadores e muita sorte foram os requisitos necessários para conseguir recuperar o meteorito. Depois da identificação feita pelas câmeras e da realização dos cálculos para se obter a localização aproximada da queda, as buscas iniciaram. O drone e o ultraleve tripulado serviram de guia para Bland e Howie.

Com a assistência de mais um grupo de busca local, três dias depois, os pesquisadores encontraram o local correto. O objeto estava na lama de um lago salgado, a aproximadamente 42 cm da superfície. Aqui é que a sorte falou mais alto: se eles tivessem chegado a esse ponto alguns dias depois, provavelmente não teriam mais encontrado o meteorito, pois uma série de chuvas fortes o teria levado embora dali. O esforço de toda a equipe foi ressaltado pelos pesquisadores, e o sucesso na operação de busca trouxe um motivo a mais para ser comemorado.

Segundo os responsáveis pela recuperação do objeto, os cálculos realizados a partir do sistema de observação das câmeras permitiram também obter a informação da órbita percorrida pelo objeto no Sistema Solar. Assim, os cientistas estimaram que o elemento saiu de algum lugar entre os planetas Marte e Júpiter. Essa descoberta, segundo contou Bland ao site Science Alert, vai contribuir de forma muito importante para estudos futuros.

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