Pesquisadores desvendam interessantes mistérios dos peixes biofluorescentes
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Pesquisadores desvendam interessantes mistérios dos peixes biofluorescentes

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De acordo com o Science Daily, uma equipe de pesquisadores acaba de publicar um estudo sobre a incidência da biofluorescência em peixes. Apesar de diversos organismos marinhos conhecidos apresentarem essa característica — como é o caso das águas-vivas e dos corais —, apenas algumas espécies de peixes biofluorescentes haviam sido descritas. Segundo a publicação, os pesquisadores identificaram no estudo mais de 180 animais diferentes.

A biofluorescência consiste em um fenômeno no qual um organismo absorve a luz e a transforma, emitindo depois um brilho de cor diferente. Os pesquisadores — liderados por cientistas do Museu Americano de História Natural — acreditam que essa habilidade seja empregada pelos peixes na comunicação e em rituais de acasalamento.

Comunicação brilhante

Fonte da imagem: Reprodução/Science Daily

Conforme explicaram, ao contrário dos animais terrestres — incluindo os seres humanos — que habitam um ambiente multicolorido, o habitat dos peixes é predominantemente azul, pois, com a profundidade, a maior parte do espectro visível da luz acaba sendo absorvido. O que estudos recentes revelaram é que muitos peixes absorvem o restante o espectro, ou seja, a luz azul, e voltam a emiti-la na forma de luzes nas cores verde, laranja e vermelho.

Os pesquisadores também descobriram que a biofluorescência pode ser bem variável entre as espécies, aparecendo na forma de simples anéis nos olhos ou como um muco secretado pelo corpo formando complexos padrões, por exemplo. Outra característica interessante é que entre os peixes biofluorescentes identificados — incluindo espécies cartilaginosas como raias e tubarões, e ósseas, como as enguias e o atum —, muitos contam com filtros intraoculares amarelos.

Segundo os cientistas, essa particularidade possivelmente permite que os animais percebam a atividade de outros peixes biofluorescentes enquanto permanecem camuflados e invisíveis aos olhos dos predadores. Apesar de ser apenas uma teoria, a descoberta dos filtros nos olhos indica que a biofluorescência pode ser utilizada para que os animais se comuniquem, tanto nos momentos de perigo como durante o acasalamento.

Biologia experimental

Fonte da imagem: Reprodução/Science Daily

Os animais aquáticos não são as únicas criaturas biofluorescentes do reino animal, já que algumas espécies terrestres — como as borboletas e algumas aves — também apresentam essa habilidade. No entanto, o estudo não serviu simplesmente para desvendar alguns mistérios sobre os peixes.

Conforme apontaram os cientistas, a descoberta de uma proteína fluorescente em uma água-viva na década de 60 se tornou uma ferramenta revolucionária para a biologia moderna, transformando a forma como os pesquisadores estudam desde o funcionamento do cérebro até o comportamento de microrganismos, por exemplo. Assim, o trabalho pode levar à descoberta de novas proteínas fluorescentes que poderão ser utilizadas em pesquisas médicas e na biologia experimental.

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