Drops de Cinema #007: A verdade por trás de 'Fome de poder'
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Drops de Cinema #007: A verdade por trás de 'Fome de poder'

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Você já se perguntou se a frase “baseado em fatos reais” é verdadeira ou só balela? Pois o Mega Curioso trouxe a coluna Drops de Cinema para sanar suas dúvidas e mostrar a verdade por trás dos filmes inspirados em fatos reais. Venha conferir com a gente!

O filme "Fome de Poder" foi lançado em 2017 e conta a história do visionário Ray Kroc, mostrando o caminho que levou à fundação de uma das mais famosas redes de fast-food do mundo, o McDonald’s.

Ray Kroc foi um vendedor de máquinas de milk-shake que mudou seu ramo nos negócios e transformou a lanchonete dos irmãos McDonald em uma febre nacional. Ele acabou assumindo de vez o negócio multibilionário, deixando os irmãos de fora da jogada, e passou a ser reconhecido como o verdadeiro fundador da cadeia de restaurantes.

O que mudou da realidade para o filme?

Os irmãos McDonald talvez não fossem tão ambiciosos quanto se mostrou Ray Kroc, mas eles com certeza tinham boas ideias. Assim como foi retratado no longa, eles iniciaram seus negócios como um drive-in; ou seja, levando as bandejas até os carros. Porém, em 1948 passaram a adotar um sistema muito mais rápido, aquele mesmo estilo de montagem utilizado nas redes do McDonald’s até hoje — e foi um sucesso! 

Foi essa inovação que fez com que Ray Kroc quisesse participar do negócio dos irmãos Maurice e Richard McDonald. Ele chegou lá como um vendedor de máquinas de milk-shake, demonstrou interesse e, com seu jeitão extremamente proativo, foi dando um jeito de começar a ser parte do empreendimento.

O início e a tomada de um império

Apesar de ser um grande visionário, abrir franquias não foi ideia de Ray, mas sim dos próprios irmãos McDonald, que já haviam tentado começar cerca de 20 quando ele apareceu. O que o ex-vendedor fez foi expandir e gerenciar o negócio, já que os irmãos não estavam dispostos a fazê-lo por conta própria.

O crédito pelas inovações, por sua vez, é dividido. Os arcos dourados que vemos em cada fachada do McDonald’s até hoje surgiram da mente criativa de Richard McDonald, mas toda a disciplina sistemática, tão conhecida pelos funcionários da empresa, foi instaurada por Kroc.

Ele acabou se tornando presidente da empresa em 1955, como sócio mesmo, mas ele e os irmãos viviam discutindo a respeito das decisões que Kroc tomava; ele queria globalizar o negócio, enquanto os irmãos preferiam mantê-lo mais perto de casa e com antigas tradições. Assim, com o dinheiro que tinha, ele comprou as ações dos irmãos em 1961, para em 1977 assumir o cargo de presidente sênior. A partir de então, o McDonald’s era dele.

Como foi mostrado no filme, o restaurante original não estava no contrato e ainda pertencia a Richard e Maurice. O que Kroc fez foi usar a arma jurídica para garantir que eles tivessem que trocar de nome, se tornando então o The Big M, e depois simplesmente abriu um McDonald’s a uma quadra de distância, eventualmente levando os irmãos à falência. 

O lado emocional de Kroc

Ele tem um lado emocional, não é? Realmente existiu uma Joan Smith na vida de Kroc, que o ajudou com algumas ideias e também era uma sonhadora audaciosa. Mas as coisas não foram tão rápidas quanto o filme mostra. Diferente do que é exibido, Joan não era casada com Jim Zien, mas sim com o homem que trabalhava como gerente da franquia McDonald’s de Zien.

Kroc se apaixonou por Joan e se divorciou logo após conhecer sua amada. Mas Joan, que sentia o mesmo por Kroc, permaneceu casada por mais 8 anos. Nesse meio-tempo, Kroc se casou novamente com uma moça chamada Jane, mas o enlace só durou até ele saber do divórcio da amada Joan. 

O acordo que nunca deu certo

Depois de anos de esforço abrindo franquias de hambúrgueres e dois divórcios, Ray Kroc agora tinha tudo o que queria, com exceção do restaurante original dos irmãos McDonald. A ideia dele era fazer um acordo de cavalheiros em que os irmãos lhe dariam o restaurante original em troca de 0,5% em royalties por ano. Isso pode parecer uma porcentagem basta, mas considerando o que o McDonald’s vende, só no final dos anos 70 isso já significaria em torno de US$ 15 milhões — imagine hoje.

Como o restaurante nunca foi cedido a Ray, também não foram os royalties, e os irmãos acabaram sem ver um tostão do dinheiro. Além disso, ambos tiveram que o ver ser considerado o maior fundador da franquia que carrega seus nomes.

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