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Arqueólogo gay obcecado pelo Santo Graal fez acordo com nazistas

Otto Rahn foi um arqueólogo alemão, homossexual, filho de pais judeus e que era profundamente obcecado pelo Santo Graal. Sua obssessão pelo lendário objeto era tão grande que, mesmo sendo gay e antinazista, aceitou fazer uma espécie de acordo com os alemães para conseguir ter maiores condições de encontrar o almejado artefato.

Um arqueólogo obcecado pelo Graal

Otto Rahn. Fonte: Otto Rahn Memorial

Um dos materiais que mais lhe instigou e que teve uma relevância enorme em seus trabalhos foi um poema chamado Parzival, datado do século XIII. Em razão desse poema, Rahn começou a acreditar que os cátaros, seita cristã medieval abominada pela Igreja Católica, poderiam ser a peça-chave para que ele finalmente encontrasse o Graal.

A aliança com os nazistas

Após ele ter conhecido pessoalmente o castelo que pertenceu aos cátaros, Rahn escreveu um livro chamado Cruzada contra o Graal, contendo diversas teorias e hipóteses sobre o assunto.

Posteriormente, seu livro chamou atenção de alguém do alto escalão nazista. No ano de 1933, ele recebeu um bilhete com uma proposta para que permanecesse com suas pesquisas sobre o Graal e escrevesse um novo livro para ganhar 1 mil reichsmarks, o que corresponderia a R$ 15 mil atualmente.

Tudo o que ele precisava fazer, antes de mais nada, era ir até o endereço 7 Prinz Albrechtstrasse, em Berlim. O tal oficial da cúpula nazista que havia se interessado por seu trabalho era ninguém menos que Himmler, o comandante da temida SS. Após três anos de insistência, o arqueólogo cedeu à pressão, juntou-se à SS e transformou-se em um oficial não-comissionado.

Ele fez viagens para a França e para a Itália, porém não obteve muito sucesso em suas buscas, não conseguindo encontrar nada que o ajudasse a achar o Graal. Ele chegou a publicar o livro A Corte de Lucifer, no qual contava sobre as novas pesquisas.

A morte de Rhan

Entretanto, o arqueólogo foi encontrado na cama com outro homem. Assim sendo, foi condenado a trabalhar como guarda no campo de concentração de Dachau por três meses.

Revoltado com os horrores que presenciou, pediu demissão de seu cargo na SS. No entanto, a SS lhe deu duas alternativas: se matar ou ser executado. Ele optou pelo suicídio e, em 1939, se deitou na neve para morrer congelado.

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