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Identificações de crianças são achadas em campo de extermínio polonês

Recentemente uma equipe de arqueólogos que trabalhava no campo de extermínio de Sobibor, na Polônia, descobriu as etiquetas de identificação de quatro crianças assassinadas pelos nazistas, indicando que jovens de tenra idade eram enviados ao terrível crematório onde cerca de 250 mil judeus foram executados.  

Fonte: Piotr Bakun/Reprodução
Vista áerea da área de extermínio de Sobibor (Fonte: Piotr Bakun/Reprodução)

Embora de tipos diferentes, as etiquetas de metal traziam gravados os nomes, datas de nascimento e cidade natal das crianças que tinham entre cinco e 12 anos de idade. Os pesquisadores acreditam que as identificações tenham sido uma iniciativa dos pais, esperando que as informações pudessem ajudar seus filhos a retornar para casa no fim da guerra.

Fonte: Yoram Haimi/Reprodução
Fonte: Yoram Haimi/Reprodução

As etiquetas das crianças de Sobibor

O campo de Sobibor se conectava a uma linha férrea que trazia judeus de toda a Europa. Perto da estação ferroviária, uma equipe de arqueólogos judeus liderados por Yoram Haimi, da Autoridade de Antiguidades de Israel, localizou a primeira etiqueta: era de Lea Judith De La Penha, de 6 anos, morta em 1943.

Fonte: Yoram Haimi/Reprodução
Fonte: Yoram Haimi/Reprodução

A pesquisa continuou e, entre 2012 e 2014, mais três etiquetas foram localizadas na chamada “área de matança”, que compreendia a câmara de gás, o crematório e uma vala comum. As identificações pertenciam a Deddie Zak de 8 anos, Annie Kapper de 12 anos e David Juda Van der Velde de 11 anos, também assassinados pelos nazistas em 1943.

Fonte: Yoram Haimi/Reprodução
Fonte: Yoram Haimi/Reprodução

Durante os anos do Holocausto, os comandados de Hitler assassinaram 6 milhões de judeus, além de pessoas com deficiência, ciganos, poloneses e outros povos eslavos. Para Haimi, “cada pequeno artefato que temos traz uma história. É a história da comunidade de onde eles vieram para Sobibor”, onde os judeus poloneses eram mortos.

Fonte: Yoram Haimi/Reprodução
Fonte: Yoram Haimi/Reprodução

Conforme o Museu Memorial do Holocausto dos EUA, em 14 de outubro de 1943, houve um levante em Sobibor: cerca de 300 prisioneiros escaparam da área de matança e tentaram fugir. A maioria deles morreu ou foi recapturada, mas 50 conseguiram escapar. Após a revolta, os oficiais e guardas assassinaram os prisioneiros restantes, e fecharam o campo para sempre em novembro de 1943.

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