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Faixa de Gaza: o que é, onde fica e o que acontece lá?

Os conflitos recentes entre Israel e palestinos, considerados os mais graves dos últimos cinco anos, chamaram a atenção novamente para a Faixa de Gaza. A região é a mais afetada pelos bombardeios, tendo registrado 200 mortos até segunda-feira (17), além de sofrer com quedas de energia e outras complicações.

Mas os problemas por lá não são recentes, eles têm acontecido desde a criação do território, na década de 1940. Localizada em uma estreita extensão territorial no Oriente Médio, a faixa de terra foi dominada pelo Império Otomano durante séculos, passando para o Reino Unido após o fim da Primeira Guerra Mundial.

Já depois da Segunda Guerra, a Palestina foi dividida em três partes: Faixa de Gaza, Israel e Cisjordânia. Com isso, a região de Gaza começou a receber uma grande quantidade de palestinos expulsos do estado israelense, aumentando a sua população, estimada atualmente em 1,8 milhão de habitantes.

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Essa grande quantidade de pessoas vive em uma região precária, com apenas 41 km de extensão e largura variando de 6 a 12 km, totalizando uma área de 360 km². Ela faz fronteira com Egito e Israel, sendo banhada pelo Mar Mediterrâneo, e é caracterizada por uma economia enfraquecida, com altos níveis de desemprego e pobreza.

Histórico de conflitos

Um território extremamente conflituoso, a Faixa de Gaza não é reconhecida oficialmente como pertencente a nenhum país soberano, gerando muitas disputas pela propriedade da área. Ela já foi controlada por Israel e passou para o Estado da Palestina, em 2005.

Dois anos depois, o grupo islâmico Hamas assumiu o controle, fazendo o governo israelense impor restrições ainda mais pesadas. Esses bloqueios dificultaram a chegada de alimentos, medicamentos, combustível, armas e dinheiro, levando à construção de túneis para facilitar o contrabando de produtos.

(Fonte: BBC/Reprodução)(Fonte: BBC/Reprodução)

Quando à questão religiosa, que também é um fator de conflito, a área é dominada pelo islamismo, com mais de 99% da população seguindo o ramo sunita. O restante, menos de 0,5% dos habitantes, segue o cristianismo, a maior parte deles da Igreja Greco-Ortodoxa.

Diante de tantas disputas, as iniciativas internacionais tentando promover a paz entre israelenses e palestinos não têm alcançado sucesso nos últimos anos.

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