Roupas digitais: qual é o futuro da moda?

O mundo da moda vive em constante transformação, e novas gerações sempre aparecem com novidades exóticas. A tendência mais recente tem dado o que falar e chamado a atenção dos usuários assíduos das redes sociais: as roupas digitais.

Você já ouviu falar na moda virtual? Se antigamente as pessoas gastavam uma fortuna em bolsas e calçados de marcas extravagantes, hoje o dinheiro tem sido alocado para a internet, onde as vestimentas são transformadas em acessórios exclusivos para o mundo cibernético e intransferíveis para o mundo real. Entenda mais do assunto.

Dinheiro real, moda cibernética

(Fonte: Christian Allaire/Reprodução)(Fonte: Christian Allaire/Reprodução)

Pode-se dizer que o guarda-roupa virtual é um produto do mundo da moda durante a pandemia de covid-19. Com o isolamento social estabelecido na maioria dos países desde o início de 2020, muitas marcas de roupa decidiram dar uma pausa nos desfiles presenciais e passaram a apresentar seus produtos em exposições virtuais ou curtas-metragens.

Foi nessa época que o e-commerce disparou por completo e as compras em websites se tornaram um recurso importante para os consumidores. Mas para quem não ia sair de casa, qual era a razão de gastar mais dinheiro com roupa se ninguém ia ver? Nessa pegada, as mídias sociais se tornaram um enorme painel de informação.

Já que as passarelas eram digitais, muitos criadores de conteúdo passaram a enxergar com bons olhos a possibilidade de gastar dinheiro com roupas "de mentira" ou que só poderiam ser vistas pelas lentes das câmeras. Sendo assim, os filtros do Instagram começaram a compor uma realidade paralela. 

Futuro da moda(?)

@dressxcom

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Quando o assunto é moda digital, existe uma clara divisão no mundo fashion sobre qual será a continuidade dessa tendência. Entre as mentes mais conservadoras, o guarda-roupas digital não parece ser muito atraente e tem poucas finalidades. Em grande maioria, essas pessoas acreditam que a normalização das atividades sociais após a pandemia dará fim aos painéis cibernéticos.

Porém, os mais jovens defendem que essa é uma brecha para cada vez mais designers inventarem em suas artes. Afinal, as plataformas digitais não têm as mesmas limitações dos tecidos tradicionais na elaboração final de uma roupa e podem ter grande finalidade para quem trabalha com a internet.

Além disso, pessoas pagando por roupas que serão usadas somente em meios virtuais não é exatamente uma novidade. Para quem acompanha o universo dos video games, a personalização de vestimentas de personagens, as famosas skins, é um conceito antigo utilizado por grandes jogos como Grand Theft Auto V e League of Legends.

Um exemplo disso ocorreu em 2018, quando a desenvolvedora de jogos Glu Mobile gerou US$ 54 milhões de renda com o jogo Covet Fashion, que dava aos usuários a possibilidade de vestir os personagens com roupas de grife renderizadas digitalmente. 

Batalha contra o fast fashion

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Outro argumento utilizado pelos defensores da moda digital é de que essa seria uma medida importante para combater o conceito de "fast fashion", que define a produção em massa de vestimentas com baixa durabilidade para impulsionar o consumismo.

Segundo um relatório produzido pela Global Fashion Agenda, peças de produção em massa são usadas menos de 5 vezes e geram 400% mais emissões de carbono do que a moda tradicional, que tem uso médio de 50 vezes. Além disso, a confecção dessas roupas envolve aumento do desmatamento, uso de fertilizantes e agrotóxicos e até mesmo impulsiona a mão de obra escrava.

Por esses fatores, o "digital fashion" surge como uma opção muito mais sustentável e completamente viável quando aplicado para o público certo de consumidores.

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