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Como um sultão deu origem ao poderoso Império Otomano?

Durante o final do século XIII, o Oriente Médio passava por um período de forte instabilidade política. No sul, os mamelucos — ex-escravos que assumiram o poder no Egito — mantinham o poder no Cairo. No norte e no leste, o Império Mongol dominava. Enquanto isso, o Império Bizantino já não possuía a força de seus tempos de glória.

Neste cenário conturbado, o turco Osman I dá início ao que ficou conhecido como Império Otomano (em árabe, a grafia de Osman é Uthman, daí o termo "otomano"). O momento em que Osman chegou na região foi o mais perfeito possível, pois sem uma estabilidade política, foi mais fácil para dominar a região. Ele era o homem certo, no lugar certo, na hora certa.

Origem e expansão

Osman I.Osman I.

A história de Osman I é bastante imprecisa, uma vez que os turcos não deixaram registros escritos até o século XV, pouco mais de 100 anos após a sua morte. Apesar disso, sabe-se que ele se aproveitou da instabilidade política na região da Anatólia — que atualmente corresponde a maior parte da Turquia — para dominá-la. De lá, o sultão Osman I inicia sua dominação sobre o então decadente Império Bizantino.

O primeiro evento que é possível afirmar que teve a participação do sultão foi a Batalha de Bafeu. Ela aconteceu em 1301 ou 1302, e foi responsável por marcar o declínio do Império Bizantino e por consolidar a expansão dos Otomanos.

Osman I é citado como um líder carismático e bem aceito pelos otomanos. Sob o seu comando, o Império Otomano viveu um período de expansão e prosperidade, cuja principal vitória aconteceu em 1324, quando seu filho, Orcano I, capturou a cidade bizantina de Bursa e a tornou capital do Estado otomano. Nesta época Osman I já estava bastante debilitado, e não participou da batalha, mas os poucos registros históricos sugerem que ele teve conhecimento do sucesso da campanha.

Declínio

Mehmed VI, o último sultão do Império Otomano, deixando o país após a abolição do sultanato otomano.Mehmed VI, o último sultão do Império Otomano, deixando o país após a abolição do sultanato otomano.

O Império Otomano resistiu por mais de seiscentos anos. Entre os séculos 14 e 16, os otomanos viveram o seu apogeu, expandido o território e governando com relativa tranquilidade. Em 29 de maio de 1453, Maomé II, o Conquistador, foi o responsável por liderar seu exército e capturar a cidade de Constantinopla. Este evento marca o fim do Império Bizantino e é considerado por alguns historiadores como o fim do período medieval.

O Império Otomano tem seu declínio a partir do século XIX, marcado por revoltas populares e por conflitos com outras nações. No início do século XX, o Império ocupava o norte da África, a região do Cáucaso, o leste e o norte da Península Arábica e toda a região da Anatólia. Com uma área tão grande, e uma situação econômica cada vez mais debilitada, o Império Otomano chega ao fim após a Primeira Guerra Mundial, quando o sultanato otomano é abolido em 17 de novembro de 1922.

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