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Qual é a origem das teorias da conspiração modernas?

Em algum momento da sua vida você já deve ter escutado que o governo é responsável por esconder alienígenas, que a indústria farmacêutica não libera a cura do câncer para poder lucrar mais com medicamentos ou a inacreditável versão de que a Terra — o globo em que vivemos — seria plana

Todas essas são versões das chamadas "teorias da conspiração", as quais assolam a nossa sociedade e vêm se tornando cada vez mais influentes na política global. O que muitos não sabem, entretanto, é que elas existem desde os tempos medievais e desde então causam problemas por onde são contadas. Conheça mais sobre como tudo isso se desenvolveu até aqui!

O começo das teorias da conspiração

Em suma, uma teoria da conspiração é a ideia de que um grupo notório está conspirando secretamente para prejudicar outras pessoas ou para manter um "mal" em segredo. Nesse sentido, essas instituições seriam os grupos malignos que estariam oprimindo a população desorientada, a qual estaria na espera de um herói anônimo para desmascarar toda a operação.

Na Idade Média, o conto que deu origem a basicamente toda a vertente das teorias da conspiração envolvia o ser mais maligno de todos: o diabo. De acordo com alguns conspiracionistas, os povos judeus estariam trabalhando em conjunto com o satanás para reconquistar a Terra Santa através de um pacto.

Para isso, seria necessário sacrificar uma criança cristã todos os anos no período da Páscoa para que o diabo pudesse ajudar na devolução de Jerusalém. Uma vez que essa lenda antissemita passou a se espalhar entre as pessoas, criar novas teorias da conspiração parece ter se tornado um hábito para propagar ódio e conquistar o apelo popular em cima de uma determinada situação.

Ascensão das conspirações

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O grande gatilho do crescimento das teorias da conspiração veio por meio de Filipe, o Belo, Rei da França entre 1284 e 1305. Naquela época, a Ordem dos Templários, cavalheiros que viviam como monges, mas lutavam em guerras para defender o Cristianismo, estavam se tornando poderosos.

Em certo ponto, os Templários eram tão dominantes que poderiam até mesmo controlar as economias do líder francês. Com isso, Filipe decidiu espalhar um boato corriqueiro: os defensores religiosos estariam envolvidos em práticas terríveis, que incluíam sodomia, pederastia, bruxaria e pactos com o diabo — uma tendência entre as falas conspiracionistas.

Dessa forma, ele conseguiu manipular diversas pessoas ao redor da França e prendeu todos os cavalheiros em uma só noite, retomando o controle do poder. Assim sendo, as teorias da conspiração viraram uma muleta para que grupos poderosos ou minorias em ascensão adquirissem poder por meio da manipulação. Essa prática continua existindo até o século XXI.

Conspirações no presente

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Ao contrário do que se poderia imaginar, as teorias da conspiração não morreram na Idade Média. Apesar da maior quantidade de informações que passamos a ter com o avanço da tecnologia, basta um período de grande rivalidade no universo político para que elas voltem a surgir aos montes.

Todas as conspirações possuem elementos semelhantes, como algum acontecimento recente difícil de explicar ou incerto. Para combater uma conspiração, a única maneira verdadeiramente eficiente é através da informação — algo que nem sempre foi fácil de obter em épocas passadas.

Pessoas que desenvolvem teorias da conspiração tendem a ser ótimos contadores de histórias e sabem estabelecer uma narrativa marcante, o que torna ainda mais difícil para que indivíduos comuns consigam discernir entre o que é verdade e o que é apenas um rumor. Sendo assim, vivemos em um mundo, de certo modo, cíclico. 

Para combater esse tipo de informação, precisamos estar cientes do passado de nossos ancestrais, analisar os erros que a humanidade já cometeu ao seguir esse tipo de pensamento e estar sempre com um ponto de interrogação em nossos cérebros para não cairmos em qualquer cilada que nos contarem.

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