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Bonnie e Clyde, o casal que roubava e matava pessoas

Poucos casais de criminosos fizeram tantas manchetes da mesma maneira que Bonnie Parker e Clyde Barrow. Os dois se tornaram muito populares por uma série de sequestros, assassinatos e assaltos que ocorreram entre 1932 e 1934, época em que os EUA estavam no auge da Grande Depressão.

O romance e a vida criminosa de Bonnie e Clyde serviram como inspiração para filmes, séries, músicas e até peças de teatro. 

Aliás, mesmo em vida eles foram objeto de fascínio por parte da sociedade dos EUA. Após suas mortes, milhares de pessoas foram ver seus corpos.

As origens

Bonnie Parker nasceu em Rowena, Texas, em 1910. Já Clyde Barrow nasceu em 1924, na cidade de Ellis County, Texas. Em 1920, ele se mudou com sua família para West Dallas.

Bonnie e Clyde se conheceram por acaso em janeiro de 1930 na casa de um amigo em comum em Dallas. Isso aconteceu algumas semanas antes de Clyde ser preso por roubar um carro.

Bonnie e Clyde. (Fonte: Wikimedia/Reprodução)Bonnie e Clyde. (Fonte: Wikimedia/Reprodução)

Embora se conhecessem a muito pouco tempo, Bonnie começou a visitar Clyde com frequência enquanto esteve na cadeia e, eventualmente, ajudou com sua fuga ao contrabandear para ele uma arma.

Carreira no crime

Bonnie Parker e Clyde Barrow mantiveram seus assaltos pequenos, que geralmente envolviam mercearias, lojas, postos de gasolina e comércios de beira de estrada. 

No entanto, a fama veio porque eram brutais: faziam reféns e tinham a tendência de matar qualquer um que aparecesse no caminho. Incluindo policiais.

Embora a lista de crimes cometidos por eles fosse bastante extensa e, normalmente, creditada ao casal, isso não significa que agiam sozinhos. Eles pertenciam a uma gangue, que entre seus membros também contava com o irmão mais velho de Barrow.

De acordo com o biógrafo John Chevy, foi Clyde quem ensinou Bonnie a atirar, já que tinha percebido suas habilidades. A moça desenvolveu uma verdadeira paixão por armas. 

Mais tarde, o próprio Clyde aprenderia com Bonnie a pegar em pistolas e metralhadoras instantaneamente e usá-las até que o objetivo fosse alcançado.

O casal viajava com um verdadeiro arsenal no porta-malas, composto por armas e munições de todos os tipos.

Bonnie Parker. (Fonte: Wikimedia/Reprodução)Bonnie Parker. (Fonte: Wikimedia/Reprodução)

O historiador John Chevy aponta que esse tipo de parceria e virtuosismo de casal era divertido para ambos. Aliás, eram tão ligados que desenvolveram seu próprio estilo de matar.

Para Chevy, Bonnie olhava para tudo aquilo e via o lado romântico-heroico do que faziam. Ela sabia que tinha escolhido a morte, mas era melhor morrer do que viver uma vida cheia de tédio e sem paixão.

Caçando Bonnie e Clyde

Um dos crimes mais ambiciosos e notáveis do casal foi a fuga da prisão Eastham Prison Farm, em 16 de janeiro de 1934. 

A ação em si, era uma vingança que Bonnie e Clyde estavam planejando contra a prisão desde que Clyde foi solto dois anos antes.

A gangue conseguiu libertar alguns dos prisioneiros, incluindo um membro do próprio grupo. Também conseguiram humilhar a prisão e o estado, já que informaram sobre a invasão pelo menos duas vezes.

Depois desse evento, o xerife Frank A. Heimer virou a sombra do casal. Quando policiais rodoviários foram mortos por Bonnie e Clyde, a polícia do Texas anunciou uma recompensa: não era uma captura, era a destruição dos criminosos, pois o dinheiro era pelos cadáveres.

Carro onde Bonnie e Clyde foram mortos. (Fonte: Wikimedia/Reprodução)Carro onde Bonnie e Clyde foram mortos. (Fonte: Wikimedia/Reprodução)

O casal passou o resto de suas vidas curtas correndo pelas estradas até que foram mortos em 23 de maio de 1934.

Estavam sendo perseguidos pela política e pelo FBI e, após conseguirem escapar tantas vezes com sucesso, Frank Hamer, ex-capitão dos Texas Ranges descobriu que eles estavam a caminho de Bienville Parish, Louisiana. 

Isso permitiu que a polícia montasse uma emboscada e metralhasse o carro que dirigiam.

Queriam ser enterrados lado a lado, mas isso não foi possível graças aos familiares do infame casal. Ao menos, estão enterrados na mesma cidade.

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