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Esqueça os dragões: 4 mitos históricos para você ficar obcecado

Histórias sobre dragões são encontradas em comunidades ao redor do mundo. Quase todas as culturas, por mais diferentes e antagônicas que possam ser, carregam um relato que insira esse ser mitológico em suas narrativas. Isso ajuda, em partes, a explicar as razões para que eles sejam capazes de motivar tanta obsessão.

Esse texto não tem o objetivo de dizer que você deveria parar de ser vidrado no ser, mas quer trazer algumas outras lendas e mitos, que consideramos serem dignas de admiração, ao menos pela maneira como suas histórias foram construídas. Afinal de contas, nem só de dragões vive o internauta. Confira.

1. O imperador da China e o elixir da vida

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O elixir da vida seria uma poção com a capacidade de oferecer a quem a ingere a vida eterna, ou a juventude eterna, dependendo da interpretação do mito. Ele teria a capacidade de curar qualquer doença pré-existente, sendo por essa razão também chamado de elixir da imortalidade. Alquimistas em diversas culturas se envolveram na busca de encontrá-lo ou produzi-lo.

Na China, durante a Dinastia Qin, o imperador Qin Shi Huanq chegou a enviar o alquimista Xu Fu para Penglai, lar dos Oito Imortais da mitologia chinesa, acompanhado de soldados e 6000 virgens, para encontrar o tal elixir. O imperador só não contava que Xu Fu ia dar o "golpe do elixir" e fugir com as virgens, soldados e os barcos.

Na Dinastia Ming, o imperador Jiajing chegou a morrer após ingerir uma dose de um suposto "elixir da vida", que na realidade continha mercúrio.

2. A lenda de El Dorado

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O mito de El Dorado que conhecemos hoje é um exemplo prático de fofoca mal contada. Brincadeiras à parte, esse foi o nome usado por espanhóis no século XVI para descrever o rei do povo Muisca, uma civilização indígena do altiplano cundiboyacense, planalto localizado na região que hoje compreende a Colômbia.

Conta a história que, como rito de iniciação, ele teria se coberto com pó de ouro e mergulhado no lago Guatavita. Com o passar dos séculos, El Dorado deixou de ser homem, virou uma cidade, depois um reino e, por fim, um império.

Ao longo da dominação espanhola nas Américas, motivou inúmeras expedições em busca de onde estaria uma enorme concentração em ouro. Até mesmo partes do que hoje é a região Norte do Brasil foram vasculhadas. No fim, ouro de El Dorado só na literatura e no cinema.

3. A volta da Deusa de Sangue

(Fonte: Archive/Reprodução)(Fonte: Archive/Reprodução)

Nos idos dos anos 1960, dois irmãos, Santos e Cayetano Hernandéz, fundaram uma seita que combinava mitologia asteca e inca, com o objetivo de enganar as pessoas do vilarejo de Yerbabuena, no estado mexicano de Tamaulipas. A ideia da dupla era fazer com que as pessoas dessem dinheiro e favores sexuais a eles.

Para tal, prometiam que dividiram com os habitantes os tesouros que haviam escondidos nas montanhas da região. Acontece que, como o tesouro não aparecia, a população ficava pistola. Para prolongar a mentira (e dar uma satisfação), trouxeram Magdalena Solís, uma antiga prostituta de Monterrey, para interpretar o papel da reencarnação da deus Cuatlicue.

Eles só não contavam que Madgalena levaria seu papel a sério, comandando uma série de sacrifícios sangrentos, mutilações e torturas. Tudo acabou com a falsa deusa presa e os irmãos mortos.

4. As fadas de Cottingley

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Criador de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle era um homem com muito interesse em assuntos místicos e fenômenos paranormais, o que contrasta muito com o ceticismo de seu personagem mais famoso. O autor chegou a escrever muitas obras de não-ficção, falando sobre questões místicas.

O mais famoso é O Mistério das Fadas, de 1922, em que descreve sua crença sobre a existência de fadas e espíritos, incluindo a reprodução das fotografias das "fadas de Cottingley". O coitado do autor só não contava que as fotos eram falsificadas, cuja mentira foi admitida décadas depois. 

Doyle morreu acreditando nas fadas, negando as suspeitas que apontavam que o mito era falso. E nem vou te contar, mas o que não falta na trajetória do criador de Sherlock são envolvimentos com mentiras e histórias falsas. Mas isso é papo para outro texto.

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