O que ocorreria se um asteroide aparecesse de surpresa? Estaríamos lascados
434
Compartilhamentos

O que ocorreria se um asteroide aparecesse de surpresa? Estaríamos lascados

Último Vídeo

Nós aqui do Mega Curioso já postamos diversas matérias sobre as iniciativas que estão sendo desenvolvidas para lidar com a aproximação e o possível impacto de asteroides contra o nosso planeta — e você pode encontrar uma seleção delas através deste link. A NASA mesmo está trabalhando em um programa para detecção, monitoramento e avaliação de riscos relacionados com objetos em rota de colisão com a Terra e até já fez um teste com o sistema.

O problema é que, apesar de todos os projetos que se encontram em desenvolvimento no momento, ainda não existe um método testado e aprovado para, digamos, desviar o curso ou destruir uma rocha espacial que decida vir em nossa direção. E, considerando que — só — a NASA detecta, em média, cinco novos asteroides todos os dias, a possibilidade de que um desses objetos nos acerte um dia é bastante real.

E se...?

Isso nos leva a uma questão bem preocupante. Imagine que desses asteroides que a NASA descobre todos os dias, os cientistas da agência espacial identificassem um de grande porte bem próximo e, pior, em rota de colisão com a Terra no período de semanas ou dias. O que aconteceria? Em poucas palavras? Nós estaríamos lascados!

Não existe um plano B

De acordo com Bec Crew, do portal Science Alert, Joseph Nuth, da NASA, explicou durante a reunião anual da American Geophysical Union (União de Geofísica dos Estados Unidos) que ocorreu essa semana que, sinceramente, não há muito que fazer se a situação acima se apresentar agora. Segundo Nuth, uma missão de desvio ou bloqueio da rocha espacial levaria anos para ser realizada, portanto a única opção de momento seria a evacuação em massa.

Conforme lembrou Bec, nos últimos anos, nós tivemos dois encontros “próximos”. Um deles aconteceu em 1996, quando um cometa colidiu contra Júpiter, e o outro ocorreu em 2014, quando outro cometa passou raspando por Marte, nosso vizinho. Pois esse segundo objeto espacial foi descoberto apenas 22 meses antes de sua aproximação ao Planeta Vermelho — o que significa que, se a Terra estivesse em sua rota, não haveria tempo para fazer nada.

Vamos torcer para que nenhuma rocha espacial tropece com a gente

Segundo o pessoal da NASA, atualmente, o tempo necessário para organizar e lançar uma missão de deflexão é de 5 anos — ou seja, muito mais do que o tempo de alerta que a agência espacial teve com relação ao cometa que passou por Marte.

Outra informação alarmante é que os cientistas trabalhando na detecção e no monitoramento de objetos celestes potencialmente perigosos confessaram que sua atenção está focada em asteroides, e não em cometas. De acordo com Bec, a Sociedade Planetária já descobriu aproximadamente 60% dos asteroides próximos da Terra e cometas com períodos orbitais curtos, isto é, com menos de 200 anos. E os 40% restantes? Vamos torcer para que nada inesperado aconteça de momento!

Planos de ação

O pessoal da NASA recomenda que uma nave de interceptação seja construída — e fique de prontidão para o caso de que algum objeto celeste em rota de colisão com a Terra seja detectado. Além disso, os cientistas da agência sugerem que outra nave mais simples seja criada para ser lançada em direção à rocha espacial para a coleta de informações como, por exemplo, sua órbita, formato, movimentação e rotação.

Os projetos existem, mas precisam ser implementados

Com esses dados em mãos, os astrônomos poderiam determinar com mais segurança onde a rocha espacial deveria ser atingida para ter sua rota desviada, por exemplo — e, para isso, eles usariam uma ogiva nuclear ou uma espécie de bola de canhão cinética. Com esse sistema pronto e a postos, os cientistas estimam que uma missão poderia ser lançada em um período de 1 ano, aproximadamente.

Mesmo assim, a iniciativa não excluiria todo o risco. Afinal, com tantas rochas espaciais zunindo pelo espaço o tempo todo, é praticamente impossível evitar que uma delas acabe nos atingindo mais cedo ou mais tarde.

Historicamente, objetos massivos com o potencial de desencadear a extinção de espécies aqui na Terra atingem o nosso mundo a cada 50 ou 60 milhões de anos. Se essa tendência fosse uma previsão exata, isso significa que um desses pedregulhos imensos não deveria demorar muito para nos acertar. Medo...

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.