Cientista acredita que a Terra está envolta em filamentos de matéria escura
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Cientista acredita que a Terra está envolta em filamentos de matéria escura

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Você já deve ter ouvido falar a respeito da matéria escura, não é mesmo? Os astrônomos acreditam que mais de 25% do cosmos seja composto por ela, e eles sabem que sua existência é real — já que a força gravitacional que ela exerce e sua interação com a matéria comum do Universo pode ser medida.

Por outro lado, a matéria escura não absorve ou reflete a luz, ela é completamente invisível — o que significa que é incrivelmente difícil de detectá-la. Além disso, a matéria escura representa um dos maiores mistérios da Ciência, pois ninguém sabe explicar a sua origem ou como ela é formada.

Cadê?

Conforme explicamos em uma matéria anterior aqui do Mega Curioso — que você pode acessar através deste link —, apesar de a matéria escura ser completamente invisível, sua gravidade afeta a luz que passe próximo a ela. Além disso, a matéria escura tende a se acumular em grandes quantidades e orbitar na forma de jatos ao redor das galáxias, e esse é um dos poucos métodos utilizados pelos astrônomos para detectar a sua presença.

Agora, segundo Elizabeth Landau, da NASA, simulações feitas por um pesquisador da agência espacial sugerem que a Terra pode estar envolta por enormes filamentos de matéria escura — que se projetam da superfície do planeta em direção ao cosmos. Assim, enquanto os astrônomos estavam há décadas tentando encontrar a matéria escura nos lugares mais longínquos do Universo, pode ser que ela tenha estado aqui o tempo todo, bem debaixo de seus narizes.

Cálculos

De acordo com o pesquisador — um físico do Jet Propulsion Laboratory chamado Gary Prézeau —, os jatos de matéria escura podem ser maiores do que o Sistema Solar inteiro, e existem muitos deles atravessando a nossa galáxia. Então, com isso em mente, o cientista resolveu calcular o que aconteceria quando um desses feixes se aproximasse a um planeta como a Terra, por exemplo.

Segundo Gary, a matéria comum colidiria contra a superfície do nosso planeta e seria lançada de volta ao espaço, enquanto que a matéria escura, por não interagir com a matéria comum, simplesmente atravessaria a Terra como se fosse uma alma penada. Entretanto, as simulações conduzidas por ele apontaram que, ao contrário do esperado, a gravidade do astro exerceria influência sobre os jatos de matéria escura, transformando-os em densos filamentos.

As simulações ainda apontaram que, dependendo da densidade de cada planeta, os filamentos poderiam se torcer e dobrar de formas diferentes. Além disso, em determinados pontos dos filamentos — localizados a um milhão de quilômetros da superfície da Terra, ou seja, pouco menos do que o triplo da distância que existe entre o nosso planeta e a Lua —, a matéria escura seria um bilhão de vezes mais concentrada.

Vale destacar que aos cálculos de Gary foram realizados com base em simulações feitas por computador, e suas estimativas ainda terão que ser avaliadas por outros cientistas e comprovadas de alguma forma. Contudo, se os cálculos estiverem certos, isso significa que será muito mais fácil para os astrônomos encontrar os locais nos quais a matéria escura tende a se acumular.

Afinal, seria muito mais fácil estudar algo aqui na nossa vizinhança do que nos confins da Via Láctea ou de outra galáxia distante. Além disso, se as simulações se provarem corretas, os pesquisadores poderiam, por exemplo, localizar os pontos de concentração de matéria escura e facilmente enviar sondas para explorar a região.

Você tem alguma teoria sobre o que é a matéria escura? Comente no Fórum do Mega Curioso

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