Confira 3 teorias científicas do passado pra lá de curiosas
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Confira 3 teorias científicas do passado pra lá de curiosas

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1 – A Teoria Miasmática

Posposta durante a Idade Média, a Teoria Miasmática propunha que as doenças eram causadas pela presença de miasmas no ar, isto é, por vapores venenosos e fétidos que eram liberados por águas impuras e solos contaminados. Esses gases fedorentos seriam produzidos pela matéria orgânica em decomposição e, até o início do século 19, as pessoas acreditaram que eles seriam os responsáveis por provocar males como a cólera e a malária.

Para evitar a disseminação de doenças por meio de miasmas, a recomendação era que o ar fosse purificado por meio da queima de unguentos aromáticos, flores e ervas — e a crença na teoria miasmática persistiu até o surgimento da teoria microbiana.

Era tudo culpa dos fedores

Na verdade, o combate aos miasmas teve seu mérito, já que a teoria parecia explicar a razão de muitas epidemias se originarem em bairros pobres, sujos e malcheirosos. Assim, a luta contra as fontes de maus odores deu origem a uma série de campanhas cujo resultado foi uma melhora significativa nas práticas de higiene — e, consequentemente, uma queda geral na incidência de infecções.

Só a título de curiosidade, a palavra “malária” tem sua origem na expressão em italiano “mala aria”, que significa “maus ares” — em referência ao cheiro desagradável percebido nos pântanos (onde, como hoje sabemos, insetos vetores de doenças se proliferam).

2 – A Teoria do Flogisto

A Teoria do Flogisto nasceu graças a uma teoria anterior, proposta em meados do século 17 por um alquimista e médico alemão chamado Johann Becher. Esse cara acreditava que quando uma substância queimava, ela liberava um elemento combustível que ele batizou de terra pinguis – ou terra gorda em latim.

Então, no século seguinte, Georg Ernst Stahl, um médico e químico seguidor de Becher, retomou a teoria, rebatizou terra pinguis com o nome de flogisto, e passou a defender que todos os corpos inflamáveis liberavam esse elemento durante os processos de combustão e calcinação.

Olha o cara do flogisto aí!

Segundo Stahl, quando a combustão de um material qualquer — ou a calcinação de um metal — acontecia, o flogisto se desprendia na forma de chamas deixando para trás como resíduo as cinzas não combustíveis. Além disso, Stahl também acreditava que o processo inverso era possível, isto é, a conversão das cinzas de volta ao material original através da simples adição do flogisto.

No entanto, a proposta de Stahl foi derrubada por Antoine Lavoisier quando ele publicou um estudo onde, após realizar diversos experimentos, demonstrou inconsistências com a Teoria do Flogisto. Em seus testes, Lavoisier percebeu que o processo de combustão estava relacionado com a presença de um gás — que, evidentemente, não era o flogisto, mas sim um que o francês deu o nome de oxigênio.

3 – A Teoria dos Humores

A Teoria dos Humores ou Humorismo — calma, pois, apesar de se tratar de algo curioso, o “humorismo” aqui não tem nada a ver com piadinhas e risos — foi proposto pelos antigos filósofos gregos e romanos e permaneceu em voga na Europa até meados do século 19.

Na verdade, o humorismo se referia a uma teoria baseada na ideia de que o organismo humano era composto por quatro humores— o sangue, o fleuma, a bílis negra e a bílis amarela — com características próprias e que as doenças eram resultado de desequilíbrios entre eles. Além disso, cada uma dessas substâncias guardava relação com os elementos fundamentais da natureza, isto é, o ar, a água, a terra e o fogo.

Nenhum dos humores era especialmente divertido

Assim, os defensores do humorismo acreditavam, por exemplo, que o fleuma era produzido pelos pulmões e o cérebro e seu excesso se caracterizava pela apatia. A bile negra, por outro lado, era produzida pela vesícula e grandes quantidades dela podiam causar melancolia — ou depressão.

Já a bile amarela, cuja produção estava associada com o baço, podia resultar em comportamentos agressivos e afetar o funcionamento do fígado que, por sua vez, seria o responsável pela produção de sangue — o que geraria mais desequilíbrios.  Aliás, é por conta da crença na teoria dos humores que as sangrias eram tão comuns no passado, uma vez que os médicos do passado acreditavam que o nosso corpo continha sangue de mais.

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