Artistas fazem clipe em prol de proteção ambiental da Escarpa Devoniana
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Artistas fazem clipe em prol de proteção ambiental da Escarpa Devoniana

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Divulgado na última quarta-feira, o clipe de uma música feita para esclarecer a população sobre a importância de defendermos a Escarpa Devoniana, localizada no Paraná, já teve um alcance de meio milhão de pessoas no Facebook.

O clipe, estrelado voluntariamente por artistas como Leonardo Fressato, Luis Melo, Uyara Torrente, Diogo Portugal e Kelly Eshima, traz uma mensagem importante sobre nosso meio ambiente e sobre a proposta de redução de 70% da Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná.

A campanha conta com o apoio do Observatório de Justiça & Conservação (OJC) e lança o convite à população para a luta contra a proposta que pode reduzir a região protegida, localizada entre o primeiro e o segundo planalto e formada por rochas com 400 milhões de anos de idade.

Na nossa terra ninguém mete a mão

Atualmente, são 393 mil hectares de área preservada, com presença de mata atlântica, mas caso o projeto seja aprovado, esse número cairá para 126 mil hectares. Diminuir a região preservada significa liberar o espaço para o plantio de pinus, por exemplo, que se alastra rapidamente. De acordo com Liamares Antiqueira, bióloga e professora que falou ao G1 sobre o assunto, o pinus sempre ganha da vegetação nativa por crescer fora do reflorestamento.

A área de proteção ambiental da Escarpa Devoniana, que tem 260 km de extensão, é um tesouro natural brasileiro, e suas paisagens são repletas de sítios arqueológicos, cânions, cachoeiras, nascentes e animais das mais valiosas espécies.

Reduzir essa região significa comprometer toda paisagem e o escossistema natural, diminuindo nossas chances de conhecer a própria história do mundo e da humanidade e provocando danos ambientais graves e irreversíveis, com a perda de sítios arqueológicos, espécies de animais e de cavernas que ainda são inexploradas.

O curta metragem que você vê a seguir explica didaticamente a questão e nos ajuda a dimensionar a região que corre risco brutal de perda ambiental – vale muito a pena assistir:

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